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26/05/10 - 11h13 - Atualizado em 26/05/10 - 11h45

Fiscais apreendem 3,3 t de barbatana de tubarão em frigorífico no Pará

Material em frigorífico estava pronto para ser exportado.
Cada quilo do produto iria ao mercado asiático por R$ 65.

Lucas Frasão Do Globo Amazônia, em São Paulo

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As barbatanas de tubarão têm alto valor no mercado internacional. (Foto: Nelio Palheta/ Ibama/ Divulgação)

Agentes das divisões de Fauna e Pesca e de Fiscalização de Superintendência do Ibama no Pará apreenderam na tarde desta terça-feira (25), em Belém, cerca de 3,3 toneladas de barbatana de tubarão e mais 2 toneladas de bexiga natatória de outros peixes.

 

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As informações são do coordenador de fiscalização do órgão no estado, Leandro Aranha. De acordo com ele, o material apreendido já estava em fase de processamento para exportação no frigorífico Sigel, cuja licença ambiental permitia a comercialização de uma tonelada do produto por mês.

 

"Eles estavam vendendo 5 toneladas e pode ter vasão fiscal envolvida", diz Aranha. A exportadora, que recebeu três multas no valor de R$ 211 mil e responderá criminalmente, também não tinha registro de pesca e certificado de regularidade junto ao Ibama, de acordo com os fiscais.

 

A barbatana de tubarão tem alto valor no mercado internacional. Segundo Aranha, a nota fiscal apreendida no frigorífico indica o preço de R$ 65 por cada quilo de barbatana. Já as bexigas natatórias custariam entre R$ 21 e R$ 81 o quilo, dependendo da espécie.

 

A nota fiscal também indicava que o produto seria enviado a um país na Ásia. A barbatana de tubarão é usada, geralmente, na preparação de sopas e medicamentos em países asiáticos.

 

No Brasil, falta rigor na lei para proteger os tubarões. "A legislação é muito permissiva e a gente precisa intensificar a fiscalização", diz ele. De acordo com Aranha, os pescadores geralmente cortam a barbatana e jogam o tubarão de volta ao mar, onde eles morrem. "Mas temos muita dificuldade para provar isso", diz.

 

Procurada pela reportagem do Globo Amazônia, a Sigel informou por telefone que não vai se manifestar sobre a apreensão.

 

Foto: Nelio Palheta/ Ibama/ Divulgação

Material estava pronto para ser exportado. (Foto: Nelio Palheta/ Ibama/ Divulgação)

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