Área de 2 mil hectares detectada pelo Ibama em maio seria usada para fazer pastagens. (Foto: Paulo Maués/ Ibama/ Divulgação)
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou
desmatamento de 103,5 km² da floresta amazônica nos meses de
março e abril de 2010.
A área equivale a 64 vezes o tamanho do Parque
Ibirapuera, em São Paulo, ou a quase seis vezes o tamanho da
ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Os dados sobre
desmatamento do segundo bimestre do ano foram divulgados nesta
segunda-feira (7).
Proteste
contra a devastação da floresta com o Globo Amazônia
Nos meses de janeiro e fevereiro, o Inpe havia
detectado 208,2 km² de devastação na Amazônia. Já em outubro e
novembro de 2009, o desmatamento detectado foi de 247,6 km² - o
mês de dezembro ficou sem medição por conta da forte cobertura
de nuvens nesta época do ano.
O estado que apresentou maior área de desmatamento
registrado foi Mato Grosso, pela segunda vez seguida neste ano,
com 76,4 km² (79%). Em janeiro e fevereiro, 69% da devastação na
Amazônia foi observada no estado, que desmatou 143,4 km² no
período. O Pará aparece como o segundo estado mais desmatado,
com 17,7 km² (18%).
Em março, em toda a região, foram detectados 51,79
km² de desmatamento, e em abril 51,71 km². No mesmo período do
ano passado, foram encontrados 17 km² e 36 km², respectivamente.
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O Inpe ressalta que os dados devem ser analisados levando em consideração a distribuição de nuvens, que impedem a observação de boa parte do território e dificulta o trabalho dos técnicos. A área observada livre de cobertura de nuvens correspondeu a 54% da Amazônia Legal no mês de março. Em abril, a cobertura foi de 56%.
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Os estados que apresentaram maior cobertura de
nuvens em março foram o Amapá (97%), Pará (72%), Rondônia (63%)
e Amazonas (63%). Em abril os estados de Amapá (99%), Roraima
(96%), Amazonas (83%) e Pará (77%) foram os que apresentaram
maior cobertura de nuvens.
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