O Ibama apreendeu 70 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro durante uma operação em Benevides, a 25 km de Belém do Pará, neste sábado (12). Do total, 23 animais estavam com passarinheiros e 47 estavam no plantel de um criador amador. O total de multas aplicadas foi de R$ 75 mil.
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Fiscalização ocorreu graças a denúncias. (Foto: Divulgação)
De acordo com a assessoria de imprensa do Ibama, o instituto
recebeu denúncias sobre o trânsito de passarinhos e a exposição
pública de gaiolas na cidade. Os pássaros sem anilha serão
destinados a criadores conservacionistas em Belém e, se
possível, serão devolvidos à natureza, segundo o instituto.
Os agentes abordaram passarinheiros que estavam
com gaiolas nas ruas, vistoriaram pontos de captura de aves na
mata e fiscalizaram os pássaros de um grande criador de curiós
bicudos. Apesar de cadastrado no Ibama, o criador teve todas as
aves apreendidas.
Entre as irregularidades constatadas no plantel,
estavam pássaros sem anilha de identificação e a constatação de
diferenças entre a quantidade de animais nas gaiolas e o
informado no Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de
Passeriformes (Sispass).
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De acordo com o Ibama, os passarinheiros que estavam com aves
ilegais tentaram apresentar a carteira de membro de uma
associação de defensores de pássaros da Amazônia. Segundo o
Ibama, o documento não é válido para legalização dos animais. A
associação está sob investigação.
Para ter um pássaro legalizado, o criador deve ser
cadastrado no Ibama e adquirir uma ave nascida em cativeiro,
filha de pais também legalizados junto ao instituto. Uma ave
capturada na natureza ou nascida de pássaros ilegais não pode
ser legalizada.
A multa por manter um pássaro silvestre em
cativeiro sem autorização do Ibama é de R$ 500 por ave. Se for
uma espécie ameaçada de extinção, como araras, periquitos e
papagaios, por exemplo, a sanção sobe para R$ 5 mil por animal.

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