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16/06/10 - 07h20 - Atualizado em 16/06/10 - 07h20

Torre científica de 63 metros de altura desmorona no Amazonas

Estrutura ficou partida em três; ninguém se feriu.
Construção era usada para medições climáticas.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Uma torre de metal de 63 metros de altura  - o equivalente a um edifício de 20 andares - usada para medições climáticas em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, desmoronou depois que um dos cabos de aço que garantiam sua sustentação foi atingido por uma árvore.

 

Foto: Divulgação

Estrutura ficou partida em três pedaços. (Foto: Divulgação)

 

Foto mostra torre antes de desmoronar. (Foto: Divulgação)

A torre científica é uma espécie de andaime gigante de alumínio e estava instalada em meio à floresta. Como tem uma base relativamente pequena, era sustentada por cabos de aço laterais.

 

Técnicos haviam identificado que uma árvore quebrada poderia atingir um dos cabos. Manobras para tentar retirá-la não deram certo, o cabo foi atingido e a torre se partiu em três pedações. Ninguém se feriu.

 

“A floresta é dinâmica, tem árvores que caem com rajadas de vento”, observa Antonio Manzi, gerente-executivo do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera (LBA), do qual a torre faz parte. Segundo ele, é normal que pedaços de árvores caiam sobre a estrutura. “Isso já aconteceu outras vezes”, diz. “Em Santarém (PA) já caíram duas (torres). A de Manaus também”, cita.

 

 

O LBA é um conjunto de pesquisas integradas com participação de instituições e cientistas brasileiros e estrangeiros, que busca melhorar a compreensão do funcionamento da Amazônia e do impacto das mudanças dos usos de sua terra pelo homem, além das interações entre a floresta e o clima global.

 

O LBA tem atualmente 11 torres espalhadas pela Amazônia para fazer medições. Uma nova torre de 300 metros – portanto, muito mais alta que as já existentes - deve ser completada até 2011 em parceria com o governo da Alemanha. A partir dela os equipamentos terão um raio muito maior de medição.

 

Quando a torre de São Gabriel caiu, a principal preocupação era recuperar rapidamente os equipamentos que estavam presos a ela, para então poder reconstruir a estrutura. A queda aconteceu no dia 3 de junho e uma equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi para o local na última quinta-feira (10) para recuperar os equipamentos com apoio do Exército.

 

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