A Polícia Federal de Ji-Paraná, em Rondônia, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) operação que identificou um esquema criado pela ONG Associação de Deficientes Físicos da Amazônia Legal (Asdefal), suspeita de desviar recursos públicos federais que deveriam ser usados no atendimento de saúde a indígenas.
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Segundo análise feita pela Polícia Federal, ao menos R$ 2,1 milhões foram desviados de um repasse de R$ 23 milhões. Os recursos eram enviados para a ONG, com sede em Ji-Paraná, pelo Ministério da Saúde por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), de acordo com os policiais. Também houve evidências de repasses de recursos via municípios com população indígena.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Luciano Midlej Joaquim Patury, quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira. Entre elas estão o presidente da Asdefal, o coordenador regional da Funasa, um vereador de Ji-Paraná e um auditor fiscal da Secretaria de Finanças do município.
Os policiais cumprem cinco mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Ji-Paraná e mais 16 mandados de busca a apreensão nas cidades de Ji-Paraná, Cacoal e Porto Velho.
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A operação constatou que a ONG não tinha estrutura para prestar serviço de atendimento médico a indígenas nem para administrar a quantia repassada pelos convênios. Segundo a Polícia Federal, os documentos obtidos na operação evidenciaram fraudes como sobrepreço na compra de medicamentos e locação irregular de veículos.
Chamada de Operação Burduna, a ação da Polícia
Federal no município contou com o apoio do Ministério Público
Federal e da Controladoria Geral da União. Procurada pelo
Globo Amazônia, a Asdefal permanecia
fechada nesta quinta-feira.

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