Plantação de seringueiras na ilha de Java, na Indonésia. (Foto: Erwin TV/Stock Xchng)
A Associação de Biologia Tropical e Conservação (ATBC, na sigla
em inglês), maior organização científica voltada ao estudo dos
ecossistemas tropicais, editou uma resolução pedindo que a ONU
mude sua definição de floresta, já que atualmente não diferencia
as matas nativas de plantações de árvores de espécies exóticas.
O assunto ganha importância no contexto das
discussões sobre mecanismos de REDD (redução de emissões por
desmatamento e degradação), pelos quais os países em
desenvolvimento podem receber recursos das nações ricas em troca
de conservação de suas florestas.
O REDD é uma forma de evitar emissões de gases
causadores de efeito estufa por meio da manutenção de estoques
de carbono em forma de florestas. As plantações de espécies
exóticas (como as de seringueiras no sudeste asiático) têm de
fato um papel como estoque de carbono, no entanto não se prestam
à conservação da biodiversidade.
Essa é a preocupação dos cientistas. Eles pedem que as florestas naturais ganhem definições próprias (como, por exemplo, tropical úmida ou temperada). Sem essa distinção, alertam os cientistas, corre-se o risco de que florestas nativas continuem sendo substituídas por monoculturas sem que isso seja levado em conta nas negociações climáticas, levando inclusive a emissões de carbono colaterais, devido ao fato de que a mata e os pântanos naturais retêm mais carbono que as plantações.

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