A falta de chuva e as temperaturas elevadas estão facilitando o aumento das queimadas em Mato Grosso. O estado registrou, em junho, o maior índice do país em número de incêndios. E a situação, este mês, mudou muito pouco. Em Tangará da Serra, um assentamento luta contra o fogo há mais de uma semana.
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No assentamento Antônio Conselheiro, em Tangará da
Serra (MT), o perigo ainda pode ser visto. Há quase dez dias o
fogo invade propriedades rurais, destrói pastagens e cercas.
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O agricultor Luís Vieira não sabe o que vai fazer com as 30
cabeças de gado que possui. ”Só resta 1 alqueire de pasto e mais
nada”, disse.
No assentamento, nem os pés de fruta escaparam.
Outra queimada que preocupa produtores rurais em Mato Grosso
está em Santo Antônio de Leverger, próximo a Cuiabá. Há dois
dias o fogo atingiu a área verde do morro. O local é cercado por chácaras.
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Os bombeiros estão no morro e tentam conter o
avanço do fogo. Até aviões agrícolas, carregados com água e
produtos químicos, são usados na operação, mas o vento forte e a
vegetação bastante seca ainda trazem perigo para os moradores.
“A gente recomenda aos proprietários de área rural
no entorno do morro que façam aceiros próximos a cerca. O aceiro
impede a progressão e facilita o combate ao incêndio”, explicou
o coronel Júlio César Rodrigues, chefe da operação do Corpo de
Bombeiros.
Na chácara que fica próxima ao morro o pessoal
começou a limpeza da vegetação que fica perto da cerca. Se o
fogo chegar ao lugar, pelo menos não queima os mourões de
madeira.
O agricultor Vandenir Souza, que tem 130 hectares
na região, resolveu tirar do pasto as 80 cabeças de gado.
“Saímos às duas horas da madrugada fazendo aceiro no morro para
ver se consegue salvar nossa propriedade”, disse.

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