Cientistas instalaram pequenos transmissores de 0,3 grama em 17 abelhas da espécie Exaerete frontalis para acompanhar para onde elas voam. O trajeto dos insetos é monitorado por um receptor portátil. A proposta da pesquisa é entender como as abelhas polinizam orquídeas raras.
A experiência foi feita na floresta tropical do
Panamá, mas a Exaerete frontalis existe também na
Amazônia, assim como em outras florestas da América do Sul e Central.
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Os pesquisadores do Smithsonian Tropical Research Institute, dos EUA, verificaram que os insetos costumam ficar sempre na mesma área, mas podem se deslocar a distâncias maiores. Um dos exemplares chegou a cruzar o Canal do Panamá e se distanciou mais de 5 km, retornando depois ao seu local de partida.
Em experimentos anteriores deste tipo, era comum
tentar rastrear as abelhas marcando-as com tinta ou usando
radar, o que não funciona bem em áreas de floresta, onde as
árvores interferem no equipamento.
Com o desmatamento, é frequente restarem
fragmentos esparsos de floresta onde a polinização de
determinadas plantas fica dificultada. Por isso é importante
entender a distância que as abelhas podem voar, já que são
agentes polinizadores desses vegetais.
A Exaerete frontalis é relativamente comum na floresta. (Foto: Divulgação)

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