Longas distâncias, poucas estradas e precariedade nos sistemas de comunicação. Algumas pequenas cidades e povoados erguidos no meio da floresta amazônica vivem praticamente em isolamento.
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Em Pauini, no Amazonas, não existe estrada, só
rio. E uma pista de pouso, que parece a rua principal. A equipe
de reportagem do Jornal Nacional não conseguiu em nenhum momento
fazer contato por telefone com o local. Só foi possível por internet.
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José Moraes instalou a conexão por iniciativa própria e o sucesso foi tanto que abriu até uma lan house. Ninguém sabe muito bem porque o telefone não funciona, mas a população já se conformou e passou usar a rede para se comunicar com o mundo exterior. “Virou uma frebre. e aqui já é o ponto de encontro da cidade”, conta.
Uma cidade inventada, ou reinventada, Santa Rosa do Purus, no Acre, já nasceu e morreu no mesmo lugar como vilarejo duas vezes. Transformada em cidade há 17 anos, desta vez ela vai resistindo, aparentemente por questões de segurança nacional.
Lá há presença do Exército, da Polícia Federal. Os empregos que existem são quase todos públicos. “Para cada casa que tem uma família grande você tem que dar um emprego porque se não der, ele não vai sobreviver”, conta José Brasil, prefeito do município.
Mesmo modesta, Santa Rosa é a referência urbana
para alguns peruanos, já que a cidade mais próxima do país
deles, Puerto Esperanza, é longe demais.
No Pará, a comunidade de Castelo dos Sonhos, que pertence a
Altamira, maior município do país, espera se emancipar, porque
está a mais de mil quilômetros de distância da sede
administrativa.

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