Treze trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão foram libertados de uma fazenda de criação de gado no distrito de Vista Alegre do Abunã, município de Porto Velho, numa ação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Polícia Federal.
Os trabalhadores viviam em barracos em clareiras na mata. (Foto: Divulgação)
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O grupo – que incluía um adolescente de 15 anos e um estrangeiro sem documentos, que se declarou boliviano – vivia em barracos de lona em clareiras na mata. De acordo com o MPF, todos os funcionários, inclusive o menor, manuseavam substâncias tóxicas para limpeza de pasto, sem equipamentos de proteção.
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Um aliciador - o chamado "gato" - foi
preso por manter os trabalhadores no local e porque tinha uma
arma de fogo sem registro. O dono da fazenda não estava na
propriedade, o que impediu que fosse preso em flagrante, mas
responderá pelas mesmas acusações.
O fazendeiro pagou os direitos trabalhsitas e indenizações a cada um dos trabalhadores por danos morais e pela insalubridade de suas atividades. Vai pagar ainda uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, cuja destinação ainda será determinada pelo Ministério Público do Trabalho.
“A maioria ainda não tinha recebido dinheiro algum”, conta o procurador Ercias Rodrigues de Sousa, do MPF-RO. Ele explica que não houve relato de ameaça de violência para que os trabalhadores não deixassem o local, mas havia a cobrança pelos alimentos consumidos, que eram descontados dos salários.
A cobrança pelos víveres, somada às condições
degradantes de moradia, caracterizam a condição análoga à
escravidão. Os trabalhadores foram encontrados no dia 14, mas
chegaram apenas na última semana à cidade de Porto Velho, onde
poderão retomar suas vidas. O menor foi entregue à mãe.
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