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29/07/10 - 13h17 - Atualizado em 29/07/10 - 13h17

Captura de caranguejos garante sustento de 4 mil famílias no nordeste do PA

São horas de viagem até a chegada ao mangue.
Em média, catadores vendem o cento por R$ 20.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural

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A cata do caranguejo é a principal fonte de renda para muitos ribeirinhos do nordeste do Pará. Um trabalho difícil e cansativo, que começa muito antes do sol nascer.

Veja o site do globo Rural

 

A cidade de Bragança está bem próxima a uma das comunidades que mais possui áreas de manguezal, de onde é capturado o caranguejo. Quatro mil famílias garantem o sustento do comércio nas feiras e da captura do caranguejo no mangue.

 

Termina a estrada e chega-se ao acesso à reserva extrativista da comunidade do Treme. Ainda na madrugada, muitas embarcações se reúnem e os pescadores se preparam para seguir viagem.

“Se a gente não sair agora, mais tarde a maré seca e a gente não sai”, justifica Manoel Luiz Mescoto, catador de caranguejo.

 

A viagem noturna é longa. Só se chega ao destino após o dia amanhecer. Apenas o fogo da lamparina ajuda a orientar a tripulação. Luiz é o mais experiente do grupo.

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Durante a viagem, a tripulação costura roupas e prepara equipamentos. Para entrar no mangue é preciso proteger o corpo todo. Às 7h30, o grupo chegou a uma área de mangue onde o trabalho de coleta será iniciado. Mas antes disso é preciso estar bem alimentado. No cardápio, charque assada na brasa, calabresa e farinha.

 

Após o café-da-manhã, é hora de se preparar para entrar no tijuco, como é conhecida a lama preta do mangue. O sapato para enfrentar o manguezal é artesanal, feito de tecido, fio de varal e sola de pneu de bicicleta.

 

Na caminhada dentro do mangue é preciso habilidade para não afundar o corpo todo no terreno pantanoso. São mais de cinco horas até chegar aos melhores pontos de captura do caranguejo.

 

Na lama e entre muitas raízes, todos permanecem horas e horas praticamente camuflados de lama. “Eu tirei 31carangueijos em duas horas de trabalho dentro do mangue. Às vezes, os filhos pedem um pão que falta e eu não tenho dinheiro para comprar o pão. Me emociona porque não tenho para dar”, disse Antônio Prached, catador de caranguejo.

 

Depois de mais 12 horas de trabalho no mangue chega o momento de voltar para casa com a esperança de que amanhã seja um dia melhor.

Em média, os catadores vendem o cento de caranguejos por R$ 20.

 

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