Uma vez por ano, médicos de São Paulo deixam suas casas para erguer um centro cirúrgico e levar atendimento em saúde para indígenas no Pará.
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O destino é a reserva do povo sateré-mawé, famoso
pelo cultivo do guaraná. "Do olho do sateré nasceu o pé de
guaraná. Foi lá que surgiu primeiro pé de guaraná”, diz o
agricultor Rubens Batista Garcia.
Os indígenas que recebem os médicos são vizinhos
do Rio Andirá e comentam a chegada dos visitantes na aldeia. A
expedição deu certo após uma parceria dos profissionais da saúde
com laboratórios, o Ministério da Defesa e a Força Aérea,
segundo a coordenadora de logística da viagem, Marcia Abdala.
De Campinas até a aldeia, os médicos passar por Manaus, Parintins e viajam por 12 horas pelo Rio Amazonas até chegar ao Andirá. Na aldeia, a expedição ajuda a tratar diversas doenças, algumas delas provocadas pela mudança de hábito alimentar entre os indígenas, por conta da diminuição dos peixes no local.
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Os sateré-mawé não encontram a mesma fartura em pescas no Rio
Andirá há anos. Durante muito tempo, eles usaram o timbó, uma
espécie de cipó venenoso que mata todos os peixes quando jogado
na água. O cipó continua agindo no rio durante pelo menos 10
anos, o que afetou a diverisidade de peixes na região.
Por terem de mudar o hábito alimentar, os
indígenas começaram a consumir açúcar, o que trouxe proliferação
de cáris, além de sal e alimentos industrializados, que
resultaram em diabtes, hipertensão e outras doenças.
A bebida alcoólica também se tornou mais comum, principalmente entre a população masculina.
“Minha saúde está um pouco difícil. Exames estão
um pouco altos, principalmente glicose”, diz o agente de saúde
indígena João Batista Lopes.

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