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02/08/10 - 11h31 - Atualizado em 02/08/10 - 11h31

Médicos de SP preparam centro cirúrgico em aldeia indígena na Amazônia

Expedicionários partem de Campinas e navegam 12 horas em rios.
Hospital na aldeia precisa de ar condicionado para funcionar.

Do Globo Amazônia, em São Paulo, com informações do Bom Dia Brasil

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Uma vez por ano, médicos de São Paulo deixam suas casas para erguer um centro cirúrgico e levar atendimento em saúde para indígenas no Pará.

 

Veja o site do Bom Dia Brasil

O destino é a reserva do povo sateré-mawé, famoso pelo cultivo do guaraná. "Do olho do sateré nasceu o pé de guaraná. Foi lá que surgiu primeiro pé de guaraná”, diz o agricultor Rubens Batista Garcia.

Os indígenas que recebem os médicos são vizinhos do Rio Andirá e comentam a chegada dos visitantes na aldeia. A expedição deu certo após uma parceria dos profissionais da saúde com laboratórios, o Ministério da Defesa e a Força Aérea, segundo a coordenadora de logística da viagem, Marcia Abdala.

 

De Campinas até a aldeia, os médicos passar por Manaus, Parintins e viajam por 12 horas pelo Rio Amazonas até chegar ao Andirá. Na aldeia, a expedição ajuda a tratar diversas doenças, algumas delas provocadas pela mudança de hábito alimentar entre os indígenas, por conta da diminuição dos peixes no local.

 

Os sateré-mawé não encontram a mesma fartura em pescas no Rio Andirá há anos. Durante muito tempo, eles usaram o timbó, uma espécie de cipó venenoso que mata todos os peixes quando jogado na água. O cipó continua agindo no rio durante pelo menos 10 anos, o que afetou a diverisidade de peixes na região.

Por terem de mudar o hábito alimentar, os indígenas começaram a consumir açúcar, o que trouxe proliferação de cáris, além de sal e alimentos industrializados, que resultaram em diabtes, hipertensão e outras doenças.

 

A bebida alcoólica também se tornou mais comum, principalmente entre a população masculina.


“Minha saúde está um pouco difícil. Exames estão um pouco altos, principalmente glicose”, diz o agente de saúde indígena João Batista Lopes.

 

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