A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou pousos em pistas não homologadas para atendimento a situações de emergência e risco de morte em áreas indígenas de Roraima.
Com isso, a empresa de táxi-aéreo que leva os agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no estado, voltou a realizar o transporte de passageiros e cargas, como medicamentos e alimentos, para pontos remotos acessíveis somente em avião, como informa o órgão responsável pela saúde indígena. A empresa terá de seguir uma série de procedimentos técnicos prescritos pela Anac e apresentar relatórios trimestrais sobre os voos.
A Terra Indígena Yanomami se divide entre os estados de Amazonas e Roraima. (Foto: Editoria de Arte G1)
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A Anac informa que 34 aeródromos estão em processo de registro por parte da Funai e da Funasa no estado. Essas instituições já controlam outras 71 pistas em áreas indígenas.
Índios da reserva Yanomami, que se divide entre os estados de Roraima e Amazonas, chegaram a ficar sem atendimento médico porque as suas pistas não são homologadas. O fato foi denunciado pelos indígenas. A Funasa alugou um helicóptero para chegar a essas áreas.
Boa parte das pistas usadas na Terra Yanomami foi construída por garimpeiros que exploravam a região e não estão dentro das especificações oficiais. Ainda assim, a Funasa as utiliza porque são a única forma de acesso. Os yanomami somam 17 mil pessoas divididas entre 300 comunidades.

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