O movimento dos barcos pelo Rio Andirá continua intenso. São muitos os indígenas que chegam sem enxergar, atrás de uma cirurgia de catarata.
Um deles é o chefe da aldeia Simão, o tuxua Donato Lopes da Paz, que chega acompanhado de sua mulher, Laura, trazidos por dois técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Ambos precisam operar a catarata.
“Precisamos muito de médico para fazer limpeza de vista”, diz Donato, que tem uma visão bem baixa por conta da catarata, segundo o médico Fabio Mitsuushi, integrante de um grupo que viajou de São Paulo até a Amazônia para prestar serviços de saúde. "Ele também tem algumas sequelas de tracoma, que é uma doença transmitida por insetos”, diz o médico.
Dentro do centro cirúrgico, o cirurgião de catarata Celso Takashi Nakano destaca tecnologia do equipamento levado para a Amazônia. "É o tipo de cirurgia mais moderna no mundo a gente conseguiu trazer”, diz ele, que é médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A sala do pós-operatório fica cheia de pacientes que passaram por cirurgia e descansam em redes. A grande maioria enxergava mal e se livrou da catarata.

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