Maior peixe encontrado em rios da Amazônia, o pirarucu foi tão caçado que quase desapareceu. Mas em Mamirauá, uma das maiores reservas de vida selvagem no Brasil, o peixe gigante vive sem ser ameaçado.
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A espécie pode chegar a ter mais de 2 metros e
pesar mais de 100 quilos, e pode retirar oxigênio tanto da água
como do ar. Na época da seca, ele precisa vir à tona para
respirar a cada 20 minutos, momento em que fica vulnerável a
ação de pescadores.
Pescar pirarucu sem rede exige paciência e
habilidade. O pescador rema com um braço e com o outro segura o
arpão. Durante três semanas por ano, cada um pesca até pirarucus
diariamente. Difícil é adivinhar onde o peixe vai respirar.
"Geralmente a gente observa ele respirar na
superfície", diz o pescador Manoel de Castro.
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A pesca do pirarucu é proibida em todo o Amazonas, só liberada
nas reservas Mamirauá e Amanã. Desde 1999, quando a pesca
controlada teve início, aumentou a quantidade de pirarucus na
região. "Antigamente a gente não via essa quantidade de
peixes aqui na reserva", conta Manoel.
Os 900 pescadores que vivem na reserva se tornaram
fiscais. Durante três anos, ninguém pescou o pirarucu.
Atualmente, eles impedem a entrada de qualquer barco de fora.
Mais de 5.200 pirarucus foram pescados na reserva
em 2008. Os animais precisam ter pelo menos 1,5 metro para
receber o lacre. A atividade rendeu cerca de R$ 1 milhão para os
ribeirinhos, que aprenderam que preservar é um bom negócio.

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