Aos 63 anos, dona Nedina não consegue dobrar nem esticar o joelho. Nos arredores de sua aldeia na floresta amazônica, ela só anda com a ajuda da filha.
Nedina é uma das 1.345 pessoas atendidas em uma expedição de médicos de São Paulo para a Amazônia. Com apoio de um centro cirúrgico, eles conseguiram realizar 136 cirurgias entre indígenas.
O problema de Nedina é ortopédico. “Não dá nem para examinar. É
muita dor mesmo. Isso significa que ela precisa de uma prótese
total de joelho”, diz o presidente e fundador do Expedicionários
da Saúde, Ricardo Afonso Ferreira.
Outras crianças também precisam de próteses. Com
12 anos, o sateré-mawé Silas, que não fala nem entende
português, tem apenas uma das pernas. Ele perdeu a outra ao ser
mordido por uma cobra surucucu. Seu pai, Lourival, é agente de
saúde indígena e levou o filho para ser consultado.
Nedina teve de viajar a São Paulo, para fazer fisioterapia. Ela diz que não gostou da comida, mas trouxe a própria farinha. Em Campinas, ela é operada por um ortopedista. Após três meses de tratamento, está pronta para voltar para a aldeia, sem precisar da ajuda da filha para andar.
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