Estudo publicado na edição desta quinta-feira (5) da revista "Conservation Letters" aponta que até 2100, apenas entre 18% e 45% das plantas e animais da florestas tropicais úmidas do planeta permanecerão no seu estado atual. A maior parte desses ecossistemas está sujeita a perda de biodiversidade por causa das mudanças climáticas, da exploração madeireira e das alterações no uso do solo.
Mata amazônica em região próxima a Manaus. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
A pesquisa liderada por Greg Asner, da Carnegie
Institution, nos EUA, combina novos dados climáticos e de
exploração econômica dessas regiões. A ação humana direta, assim
como as mudanças no clima, fazem com que a floresta tropical, a
mais rica em biodiversidade, desapareça ou se adapte.
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Com imagens de satélite e dados de alta resolução associados a 16 projeções climáticas globais, os autores criaram cenários de como diferentes tipos de espécies poderiam se realocar geograficamente até 2100.
O levantamento conclui que até 80% da Bacia Amazônica pode ter
mudanças em sua biodiversidade. Para toda a América Central e do
Sul, a projeção média é de dois terços. No caso da região do
Congo, na África, entre 35% e 74% podem ser atingidos. Em todo o
continente africano, cerca de 70% devem ter alteração na
biodiversidade.
A Ásia e as ilhas do Pacifíco devem ser, dentre as
regiões com florestas tropicais, as menos atingidas pelas
mudanças climáticas. Ainda assim, devido à ação humana, entre
60% e 77% de suas florestas podem ter perda de biodiversidade
até 2100. O propósito do estudo é apontar quais são os pontos
mais sensíveis de floresta para orientar políticas de conservação.

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