O sateré-mawé Silas, de 12 anos, perdeu uma das pernas ao ser mordido por uma cobra surucucu nos arredores de sua aldeia. Com a ajuda de médicos e cirurgiões do grupo Expedicionários da Saúde, o menino veio do Amazonas a São Paulo para receber uma próteses em uma clínica especializada.
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“Ele está vendo as pessoas amputadas andando com
aparelhos e está maravilhado com isso. Estamos criando um sonho
para ele”, diz o ortopedista Marco Antonio Guedes Pinto,
responsável por seu tratamento.
A nova perna escolhida para Silas é de alumínio,
plástico e titânio. O pé é de fibra de carbono, revestida com o
mesmo material dos pneus de aviões. Com o novo equipamento, o
indígena poderá caminhar pela floresta e nadar.
O pai do garoto, Lourival, não acredita na felicidade do filho, que faz os últimos testes com a nova perna antes de voltar para a Amazônia. Até chegar em sua aldeia, são 4 horas pelo Rio Amazonas e pelo Andirá. Depois de trocar de barco, por conta das calhas estreitas e rasas em afluentes do Rio Araticum, são mais alguns instantes até chegar na aldeia de Boa Fé.
Quando chega em casa, Silas é acompanhado por outros meninos da tribo, que querem conhecer sua nova perna. Com a filha mais nova no colo, a mãe de Silas viu o marido e o filho passarem e deu um sorriso discreto. Eles voltaram para a aldeia depois de meses para cuidar da perna do filho.
O menino tem seis irmãos. Com a nova perna, ele pode ser goleiro e participar do jogo de futebol com os meninos na aldeia.

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