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10/08/10 - 15h27 - Atualizado em 10/08/10 - 15h27

Imazon: exploração não autorizada de floresta no PA diminui, mas predomina

Houve queda de 75% na área explorada sem licença estadual.
Ainda assim, 73% da retirada de madeira ocorre em terra não autorizada.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Relatório de análise da indústria madeireira paraense feita pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e divulgada nesta terça-feira (10) aponta que houve uma redução de 75% na área de floresta explorada sem autorização no estado, comparando os períodos de agosto de 2008 a julho de 2009 com os mesmos meses um ano antes.

 

Ainda assim, quase três quartos (73%) aconteceram com autorização da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), de acordo com o Imazon. Imagens de satélite analisadas pelo instituto mostram que cerca de 128.500 hectares (1.285 km²) de florestas foram explorados entre agosto de 2008 e julho de 2009.

 

Desse total, 94.385 hectares (73%) não foram autorizados pela Sema, contra 34.171 hectares (27%) autorizados. Do total sem licença, a maioria (83%) ocorreu em áreas privadas, devolutas ou sob disputa. Outros 11% aconteceram em assentamentos de reforma agrária e 6% em reservas.

 

Total da produção

De acordo com o Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (Simlam), a produção florestal do Pará em 2008 foi de aproximadamente 3,5 milhões de metros cúbicos de madeira em tora e 4,4 milhões de metros cúbicos de resíduos florestais.

 

Em 2009, o estado produziu aproximadamente 3,8 milhões de metros cúbicos de madeira em tora e 2,3 milhões de metros cúbicos de resíduos florestais. Nos dois anos, a grande maioria (98% em 2008 e 89% em 2009) dessa produção originou-se de manejo de floresta nativa e o restante, de manejo de floresta plantada (2% em 2008 e 11% em 2009).

 

Qualidade do manejo

 

A análise de imagens de satélite de 59 áreas pelo Imazon mostrou que na maioria (64%) delas o manejo era de qualidade intermediária. Em outros 14%, a qualidade era boa. E somente em 22% a exploração era de baixa qualidade.

 

Comparando esses resultados entre os períodos de agosto de 2007 a julho de 2008, e agosto de 2008 a julho de 2009, foi observado que as áreas com exploração de qualidade boa diminuiu 71%, e as de qualidade intermediária e baixa aumentaram 194% e 28%, respectivamente.

 

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