Lideranças indígenas estão reunidas em Mato Grosso do Sul para discutir a situação das tribos. Do encontro deve sair um documento para ser entregue aos candidatos à Presidência.
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Globo Rural
Marcos Apurinã, da Coordenação Organizações
Indígenas da Amazônia Brasileira, é de Manaus. Ele viajou mais
de 3 mil quilômetros para participar do encontro. Para ele, o
movimento é uma forma de alertar a sociedade de que os direitos
dos povos indígenas não estão sendo respeitados.
“Esse direito está garantido na Constituição
federal. Ele tem que estar na prática também. É simplesmente o
que queremos, que o nosso direito que está garantido seja feito
na prática. Respeitar a biodiversidade e diversidade desse país
que somos nós”, defendeu Apurinã.
Os índios estão acampados na aldeia urbana Marçal
de Souza. O grupo vai elaborar um documento com as
reivindicações dos povos indígenas que será entregue aos
candidatos à Presidência da República.
Usina e transposição
“A pauta nossa é uma pauta nacional. A gente é contrário à
construção de Belo Monte devido aos povos que lá habitam. E a
questão da transposição do Rio São Francisco. Seis povos serão
afetados com essa questão da transposição”, disse Kretã
Kaiagang, coordenador de Articulações Povos Indígenas.
É a sétima vez que lideranças indígenas organizam
uma reunião nacional para discutir reivindicações. Mas é a
primeira vez que o encontro é realizado fora de Brasília.
Mato Grosso do Sul foi escolhido como sede do
evento este ano porque, de acordo com os organizadores, uma das
etnias que vivem no Estado, a guarani-caiuás é a que mais tem
enfrentado problemas em todo o país. Além da miséria e da
violência, o número de suicídios entre os índios preocupa. No
ano passador foram 18 casos no Estado.
O encontro termina na quinta-feira (19).

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