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19/08/10 - 07h00 - Atualizado em 19/08/10 - 07h00

Pará expõe 90 novas espécies de animais descobertos na Amazônia desde 2001

Exposição ocorre em feira de ciência até sexta-feira (20), em Belém.
Espécie de macaco era desconhecida por viver em área de difícil acesso.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Fotos e vídeos de cerca de 90 espécies de animais descobertos ou identificados na Amazônia desde 2001 são apresentados pela primeira vez ao grande público. As descobertas, que já haviam sido divulgadas em publicações científicas, por exemplo, estão expostas no estande do Museu Paraense Emílio Goeldi - uma das principais referências em pesquisa sobre a Amazônia - na 3ª Feira Estadual de Ciência e Tecnologia do Pará, que ocorre até esta sexta-feira (20) em Belém.

 

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A ideia da apresentação é mostrar algumas das espécies descobertas na primeira década do século 21. O estande reúne pesquisas de diversas instituições, como a Universidade Federal do Pará, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o próprio Museu Goeldi.

 

Divulgação/Divulgação

Entre as espécies apresentadas estão o Mico Rondoni e a aranha caranguejeira Megaphobema teceae. (Foto: Divulgação/ Museu Goeldi)

Segundo o pesquisador Horácio Higuchi, que participou da organização da mostra, uma das descobertas recentes tem chamado a atenção de zoólogos. Trata-se do macaco sauim, cientificamente chamado de Mico rondoni. A espécie foi encontrada perto do Rio Jamari, em Rondônia, e era desconhecida há alguns anos por viver em uma região de difícil acesso.

 

Já a aranha caranguejeira Megaphobema teceae, outra espécie apresentada em Belém, vive também em centros urbanos, mas ainda não havia sido identificada por falta de estudos. A espécie tem pelos avermelhados e foi achada em Juriti, quase na fronteira do Pará com o Amazonas.

 

 

Divulgação/Divulgação

Pequeno, carnívoro e cego, peixe é parente de bagres maiores. (Foto: Divulgação/ Goeldi)

De corpo transparente e avermelhado por conta da circulação sanguína, o peixe Phreatobius cisternarum também ganhou espaço entre as novas espécies apresentadas. O animal foi observado pela primeira vez em 1905 pelo pesquisador Emílio Goeldi, que hoje dá nome ao museu, mas deixou de ser estudado por praticamente todo o século. Uma pesquisa recente identificou que o pequeno peixe é carnívoro, cego e parente de bagres de maior porte.

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