O governo boliviano pediu nesta quarta-feira (18) ajuda ao Brasil e Argentina para conter incêndios na região amazônica do país. O fogo já consumiu mais de 1,5 milhão de hectares e causa atrasos e suspensões de voos em cidades.
Siga o Globo
Amazônia no Twitter
"É um desastre ambiental. Temos seis
incêndios florestais com uma altura de 50 metros, que estão
aumentando. Não temos condições para apagar incêndios
florestais graves", disse o diretor geral de assuntos
florestais do Ministério do Meio Ambiente boliviano, Weimar
Becerra, à rádio Erbol.
saiba mais
Becerra explicou que espera apoio brasileiro para combater os incêndios no norte do departamento de La Paz e nas regiões amazônicas de Beni e Pando, enquanto a ajuda argentina seria aproveitada no departamento de Santa Cruz, no leste, e no sul do país.
Segundo as autoridades bolivianas, os focos de incêndio passaram de 17 mil para 24.961 em menos de três dias nesta semana. O governo de Santa Cruz, um dos departamentos mais afetados, declarou estado de emergência.
Pelo menos 60 casas foram arrasadas pelo fogo em áreas rurais de Santa Cruz. Nesta quarta-feira (18), a fumaça provocou a suspensão dos voos no aeroporto de El Trompillo, localizado na cidade que dá nome ao departamento.
Outros sete aeroportos em Pando e Beni foram
fechados por causa da baixa visibilidade provocada pela fumaça,
que também causa problemas de saúde.
O governo de Pando analisa declarar estado de emergência, onde o fogo devastou 10 mil hectares e ameaça a reserva florestal de Manuripi.

O Portal de Notcias da Globo