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24/08/10 - 07h00 - Atualizado em 24/08/10 - 07h00

Pesquisador encontra no Acre cinco espécies de aves inéditas no Brasil

Natural de SP, o biólogo Edson Silva mora há 15 anos no AC.
Ele passou 3 anos viajando pelo estado para encontrar as aves.

Lucas Frasão Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Foto: Edson Guilherme da Silva

O arapaçu-de-tschudi (Xiphorhynchus chunchotambo) só havia sido visto em países vizinhos. (Foto: Edson Guilherme da Silva/ Arquivo Pessoal)

Professor da Universidade Federal do Acre (UFAC), o biólogo Edson Guilherme da Silva estipulou uma meta ambiciosa para sua tese de doutorado: catalogar todas as espécies de aves existentes no Acre, onde mora há 15 anos. Natural de São Paulo, Silva acabou encontrando espécies até então nunca vistas no país.

 

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Por que o Acre? "A Amazônia inteira tem cerca de 1.200 espécies de aves conhecidas e o Acre tem praticamente a metade disso. O estado está no sopé dos Andes e representa uma área de transição. Isso faz com que a biodiversidade seja muito alta na região", diz o pesquisador, que identificou 655 espécies no estado durante os quatro anos do doutorado, defendido em junho do ano passado e divulgado na última semana. Silva passou a maior parte do tempo fazendo trabalhos em campo em viagens pelo estado.

 

Foto: Edson Guilherme da Silva/ Arquivo Pessoal

A eubucco tucinkae havia sido registrada uma única vez no Brasil e só foi vista no Acre, segundo pesquisador. (Foto: Edson Guilherme da Silva/ Arquivo Pessoal)

De acordo com a pesquisa, Apenas uma (Sporophila maximiliani) entre todas as espécies registradas está ameaçada de extinção, segundo lista do Ibama.

 

Já as cinco aves vistas pela primeira vez no Brasil haviam sido detectadas em países vizinhos anteriormente. "Elas só ocorriam no Peru e na Bolívia, mais por falta de levantamento", diz Silva.

 

As aves vistas pela primeira vez em território brasileiro foram a flamingo-da-puna (Phoenicoparrus jamesi), o pica-pau-anão (Picumnus subtilis), o arapaçu-de-tschudi (Xiphorhynchus chunchotambo), o flautim-rufo (Cnipodectes superrufus) e o caneleiro (Pachyramphus xanthogenys).

 

Para realizar o estudo, Silva fez um levantamento das espécies conhecidas na região e analisou coleções para o cruzamento de dados, a maior parte delas no Museu Paraense Emílio Goeldi, no Pará.

 

 

Foto: Edson Guilherme da Silva/ Arquivo Pessoal

Conhecido como caneleiro, o Cnipodectes superrufus também não tinha sido visto no país. (Foto: Edson Guilherme da Silva/ Arquivo Pessoal)

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