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02/09/10 - 12h05 - Atualizado em 02/09/10 - 12h05

Rio com baixo nível de água ameaça abastecimento na Amazônia peruana

Nível é o menor registrado desde 2004, segundo Defesa Nacional.
Autoridades estudam o estabelecimento de ponte aérea na região.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Moradores da Amazônia peruana correm o risco de ficar sem abastecimento de água e alimentos por conta do baixo nível de água no Rio Amazonas, que se transforma em Solimões ao entrar no Brasil e depois volta a ser chamado de Amazonas quando encontra com o Rio Negro, em Manaus.

 

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O nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país. "O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."

 

Foto: Reprodução/ El Comercio

Algumas embarcações com casco maior têm passagem interrompida. (Foto: Reprodução/ El Comercio)

O transporte de suprimentos para a região amazônica do país fica complicado pois o principal acesso é por meios fluviais. Como o nível de água está muito baixo, as embarcações não conseguem se movimentar com facilidade, e algumas com cascos maiores chegam a ter a passagem interrompida.

 

"As temperaturas altas de 34 graus também não estão ajudando a melhorar a situação", disse o chefe do Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru, Marco Paredes, ao "El Comercio". Segundo ele, a previsão indica que chuvas na última semana de setembro podem reverter a situação. Até lá, o nível de água no rio deve descer ainda mais.

 

Algumas medidas de emergência começam a ser estudadas, entre elas o estabelecimento de uma ponte área para o transporte de produtos de primeira necessidade, segundo informações de Falcón dadas à agência oficial "Andina". Outra medida é desviar a rota para o Rio Itaya, de onde a maior parte dos barcos consegue alcançar a cidade de Iquitos, estratégica para distribuição de suprimentos para outras localidades.

 

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