Após a venda dos créditos para a região amazônica, a madeira armazenada no Piauí, que era vendida ao consumidor final, sem controle, ficou descoberta no sistema federal de comérico de produtos florestais. (Foto: Ibama/Divulgação)
saiba mais
O Piauí é dominado pelo cerrado e pela caatinga. Ainda assim, sete madeireiras do estado, em operação sem nenhuma lógica, vinham registrando venda de madeira típica da Amazônia para estados da Região Norte.
Alertado pelo governo do estado, o Ibama foi até os pátios das madeireiras nos municípios de Parnaíba (PI) e Luis Corrêa (PI), e descobriu um esquema fraudulento em que as empresas traziam madeira da Amazônia e depois revendiam os créditos eletrônicos do material comprado para que serrarias de Amazonas, Pará, Maranhão e Roraima pudessem regularizar novas levas de madeira ilegal. Entre as variedades comercializadas há ipê, muiracatiara e maçaranduba.
As madeireiras do Piauí simulavam a venda de
madeira para a região amazônica, apenas para que suas parceiras
tivessem o volume correspondente no sistema de controle de
comércio de produtos florestais para acobertar nova venda. Com a
falsa transferência, eram emitidos DOFs (documentos de origem
florestal) para o transporte de novas cargas a partir dos
estados amazônicos.
De acordo com Adelquis Monteiro, agente ambiental que participou
da operação, a Polícia Federal vai investigar se há uma
quadrilha por trás do esquema, já que há indício de ligação
entre as sete madeireiras. Elas transferiam créditos de madeira
entre si e para madeireiras coincidentes na Amazônia. O esquema
vinha sendo investigado há cerca de 2 meses.
O total de madeira movimentado de forma
fraudulenta ainda está sendo contabilizado pelo órgão ambiental.
Nas madeireiras piauienses foram apreendidos 435 metros cúbicos
de madeira que ficaram descobertos porque os créditos
correspondentes foram vendidos.

O Portal de Notcias da Globo