Obra também avalia potencial turístico de roteiros aéreos para conhecer os geoglifos. (Foto: Edison Caetano/ Divulgação)
Após sobrevoar áreas em todo o Acre e captar centenas de imagens, quatro fotógrafos montaram um livro que mostra parte dos geoglifos encontrados no estado. Lançado recentemente, o livro "Geoglifos: Paisagens da Amazônia Ocidental" reúne cerca de 80 fotografias de intervenções na vegetação, feitas por populações que habitavam a região antigamente.
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O livro faz parte de um projeto que estuda geoglifos no Acre há 5 anos, segundo o arqueólogo Alceu Ranzi, que ajudou a organizar a obra ao lado das pesquisadoras Denise Schaan e Antônia Damasceno. As fotos foram registradas por Diego Gurgel, Sergio Vale, Edison Caetano e Maurício de Paiva.
Segundo arqueóloga, locais serviam como centros cerimoniais. (Foto: Edison Caetano/ Divulgação)
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Ranzi acompanhou a maior parte dos voos feitos para a captação das fotografias. "Não é difícil identificar um geoglifo do alto. Hoje, já temos uma boa ideia sobre onde eles estão e quantos são, mas o trabalho continua. Encontramos uma espécie de 'eldorado' pra ciência", diz o arqueólogo.
Segundo Ranzi, hoje há cerca de 300 geoglifos conhecidos no Acre. "Uma das conclusões da arqueóloga Denise Schaan no livro é de que eles representariam centros cerimoniais.
"Pelos formatos geométricos e também porque existe pouquíssima cerâmica no interior deles, que quase sempre ocorrem em regiões altas, planas e perto de nascentes de água", diz Ranzi.
O livro também contém textos que analisam o potencial turístico para a implantação de roteiros aéreos para conhecer os geoglifos. Sem caráter comercial, a obra está sendo distribuída para bibliotecas e escolas. Segundo Ranzi, é possível conhecer alguns geoglifos site mantido por ele na internet.

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