O Brasil possui 64 milhões de hectares de florestas sujeitas à grilagem, a maior parte na Amazônia. A área, que equivale a 2 vezes e meia o estado de São Paulo, representa 22% do total de florestas públicas no país. São terras públicas sem uso regulamentado, ou seja, não acomodam assentamentos, terras indígenas nem unidades de conservação.
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O dado faz parte do Cadastro Nacional de Florestas
Públicas 2010. O levantamento foi realizado pelo Serviço
Florestal Brasileiro (SFB), órgão do governo responsável pela
gestão de florestas da União e concessões florestais -
modalidade em que áreas de florestas públicas são licitadas para
manejo de madeira e outros produtos florestais.
O Brasil possui 290 milhões de hectares de florestas públicas
cadastradas pelo SFB, número 21% maior do que o registrado no
último cadastro, de 2009. Porém, não houve criação de novas
áreas, e sim melhorias no processo de cadastramento das áreas,
explica o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel.
"Estamos conhecendo quais são e onde estão nossas
florestas", diz.
Segundo Hummel, as florestas públicas que já foram
destinadas a algum uso são maioria e somam 226 milhões de
hectares. As terras indígenas somam 111 milhões de hectares,
seguidas pelas unidades de conservação, com cerca de 105 milhões
de hectares, sendo 60% federais e 40% estaduais. Os
assentamentos públicos da reforma agrária ocupam 10 milhões de
hectares.
O governo defende que parte dessas áreas seja
convertida em novos locais para concessão florestal, o que
evitaria a ocupação desordenada e a grilagem. Só o Amazonas
possui 43,6 milhões de hectares de florestas nativas não destinadas.

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