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15/12/10 - 10h37 - Atualizado em 15/12/10 - 12h39

Pesca sustentável no Amazonas aumenta produtividade entre ribeirinhos

Cerca de 230 mil toneladas de peixes são retiradas da região a cada ano.
Comunidade coloca lacre do Ibama em pirarucus autorizados para pesca.

Do Globo Amazônia, com informações do Jornal das Dez

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A pesca de manejo na reserva Amanã, a cerca de 700 quilômetros de Manaus, no Amazonas, é organizada pela comunidades de ribeirinhos.

 

Veja o site do Jornal das Dez

Um grupo pesca e transporta os pirarucus para um barracão flutuante no lago Amanã. Outros limpam, checam peso e o tamanho dos peixes, que pode chegar a mais de 2 metros. Cada peixe recebe um lacre do Ibama com o número de série, garantia de que a pesca foi permitida.

Neste ano, a comunidade de Amanã foi autorizada a pescar 300 pirarucus, o suficiente para garantir uma boa renda. "No ano passado, a pesca trouxe na faixa de R$ 1200 pra cada família. Esse ano a expectativa é que seja no máxima R$ 1500 por sócio", diz o pescador Pedro Canisio Oliveira da Silva.

Além da pesca, os pescadores também contam os pirarucus em cada um dos lagos. Com essa informação, o Ibama decide quantos poderão ser capturados no ano seguinte. Neste censo, só entram os pirarucus adultos, com mais de 1,5 metro.

Gerson Gomes de Oliveira fez um curso para aprender a contar os peixes e não sabe como fazer para não calcular o mesmo duas vezes. "Trabalhei dez dias nesse curso. Tem que saber diferenciar o peixe, conhecer o peixe", diz ele.

"É estabelecida uma porcentagem de acordo com o estoque que tem", diz o pescador Edvan Ferreira Feitosa. "Se tiver 100 peixes, a gente pesca 30 que é pra garantir o estoque do peixe se multiplicando pra mais". 

 

A região do Amazonas pesca 230 mil toneladas de peixe por ano. Não há cálculos precisos, mas estima-se que seja possível pescar mais 100 mil toneladas por ano preservando os estoques e respeitando os períodos de defeso.

"Quando há uma enchente, os peixes migram pra dentro da floresta, em áreas ricas de nutrientes, para se alimentar e crescer. E depois voltam pro rio pra se reproduzir. Temos um processo em que o ciclo hidrológico dispara todo o processo migratório e reprodutivo das espécies e consequentemente das pescarias", diz Mauro Rufino, diretor no Ministério da Pesca.

O pirarucu não é o único alvo desta proteção no Amazonas. Há mais de 3 mil espécies de peixes catalogadas na região.

 

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