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06/09/08 - 13h59 - Atualizado em 08/09/08 - 15h40

Vigie a Amazônia e proteste contra a destruição da floresta

Novo portal vai mostrar queimadas e desmatamentos em tempo real.
Você poderá protestar contra a devastação e ler as notícias sobre a região.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Desmatamento perto de Altamira (PA) lembra a bandeira nacional. Você pode protestar contra a devastação da floresta no Amazônia.vc. (Foto: Jefferson Rudy/MMA)

Bem-vindo ao portal Globo Amazônia. Com ele, a partir deste domingo (7), você também pode ser um fiscal em defesa da floresta. O portal traz noticiário completo e exclusivo sobre a região, além de um mapa interativo com informações em tempo real sobre a Amazônia. 

Por meio desse mapa, você vai acompanhar o desmatamento e as queimadas na chamada Amazônia Legal, que tem 5,2 milhões de km². E mais: vai poder protestar contra isso, contando com nossa equipe de jornalistas para levar as denúncias adiante e cobrar providências das autoridades (veja vídeo abaixo).

É muito simples usar o mapa, que funciona em paralelo com a rede social Orkut. Além de protestar contra a destruição da mata, você vai poder convidar amigos para participar da vigilância, discutir os últimos acontecimentos e se informar com as notícias mais recentes sobre a questão ambiental na região.

 

Amazônia em chamas


Neste momento, há mais de 1900 focos de incêndio na Amazônia brasileira. O número não é uma avaliação ou uma projeção, mas um dado real baseado em acompanhamento por satélite realizado no instante em que este texto é escrito.

 
Informações desse tipo eram, até agora, de difícil acesso para quem não é especialista na área. Com o portal Globo Amazônia, tudo fica mais fácil. Ele foi desenvolvido pela Globo.com e pela Central Globo de Jornalismo, a partir de uma idéia surgida na redação do Fantástico.

O mapa interativo, chamado de Amazônia.vc, é abastecido continuamente com informações enviadas por satélite para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados  - que são os mais precisos e confiáveis sobre a região - passam por até seis atualizações diárias. Isso significa que é possível, por exemplo, acompanhar um foco de incêndio no momento exato em que ele está acontecendo. E protestar contra isso. 

 


No mapa Amazônia.vc, são apresentados, em uma só tela, os dados de dois sistemas criados pelo Inpe: o Monitoramento de Focos de Queimadas e o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O primeiro recebe informações de satélites europeus e americanos que rastreiam a radiação emitida pelas chamas. E o Deter mostra os pontos de desmatamento da floresta.

 

Exemplo mundial


Fotos tiradas por diversos satélites brasileiros e internacionais são analisadas por uma equipe de especialistas do Inpe, que destacam todas as novas áreas derrubadas. É o mais completo sistema de monitoramento de desmatamento do planeta. "O Brasil é exemplo para o mundo nessa área", avalia o geógrafo Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do Inpe.

De acordo com o coordenador, outros países também tentam vigiar suas florestas por satélite, mas nenhum o faz com a freqüência e a precisão do Brasil. "A Rússia diz que faz, mas a comunidade internacional desconfia de seus dados. Já a Índia faz um monitoramento por amostragem, em pontos localizados a cada 10 quilômetros. A Austrália também faz algo semelhante, mas tem muito pouca área de floresta."  

 

Tesouro ameaçado

 

 

Em termos de diversidade e extensão, não há no planeta região comparável à Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. Mas um rápido olhar sobre nosso mapa interativo indica que a situação é crítica: dezenas de pontos de desmatamento e incêndios aparecem principalmente nas áreas do sul e do sudeste da região. A ação humana já destruiu cerca de 17% das florestas da Amazônia, ou quase 730 mil km². Originalmente, 4,3 milhões de km² de florestas cobriam a região.

“Embora haja uma desaceleração nos últimos anos, a floresta vem sendo destruída a um ritmo de cerca de 0,5% ao ano. Quem se desfaz de seu patrimônio desta forma não deixa nada para as próximas gerações”, alerta Valeriano.

“Vai ser especialmente enriquecedor se conseguirmos saber se cada um destes desmatamentos é legal ou não”, diz o especialista do Inpe enquanto navega pelo aplicativo Amazônia.vc . Ele se refere ao fato de que o instituto, apesar de conseguir identificar os focos de desmatamento e queimada, não tem como saber se eles estão ocorrendo em conformidade com a legislação.

Descobrir a natureza dos focos de destruição apontados pelo Inpe é uma das atribuições da equipe do portal Globo Amazônia, que produzirá reportagens baseadas nas informações coletadas pelos satélites e também nos protestos dos usuários.

O portal concentrará ainda todo o conteúdo jornalístico da Globo sobre a questão ambiental na Amazônia.

 

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