Desmatamento perto de Altamira (PA) lembra a bandeira nacional. Você pode protestar contra a devastação da floresta no Amazônia.vc. (Foto: Jefferson Rudy/MMA)
Bem-vindo ao portal Globo Amazônia. Com ele, a
partir deste domingo (7), você também pode ser um fiscal em
defesa da floresta. O portal traz noticiário completo e
exclusivo sobre a região, além de um mapa interativo com
informações em tempo real sobre a Amazônia.
Por meio desse mapa, você vai acompanhar o
desmatamento e as queimadas na chamada Amazônia Legal, que tem
5,2 milhões de km². E mais: vai poder protestar contra isso,
contando com nossa equipe de jornalistas para levar as denúncias
adiante e cobrar providências das autoridades (veja vídeo
abaixo).
É muito simples usar o mapa, que funciona em
paralelo com a rede social Orkut. Além de protestar contra a
destruição da mata, você vai poder convidar amigos para
participar da vigilância, discutir os últimos acontecimentos e
se informar com as notícias mais recentes sobre a questão
ambiental na região.
Amazônia em chamas
Neste momento, há mais de 1900 focos de incêndio
na Amazônia brasileira. O número não é uma avaliação ou uma
projeção, mas um dado real baseado em acompanhamento por
satélite realizado no instante em que este texto é escrito.
Informações desse tipo eram, até agora, de difícil
acesso para quem não é especialista na área. Com o portal
Globo Amazônia, tudo fica mais fácil. Ele foi
desenvolvido pela Globo.com e pela Central Globo de Jornalismo,
a partir de uma idéia surgida na redação do Fantástico.
O mapa interativo, chamado de Amazônia.vc, é
abastecido continuamente com informações enviadas por satélite
para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os
dados - que são os mais precisos e confiáveis sobre a região -
passam por até seis atualizações diárias. Isso significa que é
possível, por exemplo, acompanhar um foco de incêndio no momento
exato em que ele está acontecendo. E protestar contra isso.
No mapa Amazônia.vc, são apresentados, em uma só
tela, os dados de dois sistemas criados pelo Inpe: o
Monitoramento de Focos de Queimadas e o Sistema de Detecção de
Desmatamento em Tempo Real (Deter).
O primeiro recebe informações de satélites
europeus e americanos que rastreiam a radiação emitida pelas
chamas. E o Deter mostra os pontos de desmatamento da floresta.
Exemplo mundial
Fotos tiradas por diversos satélites brasileiros e
internacionais são analisadas por uma equipe de especialistas do
Inpe, que destacam todas as novas áreas derrubadas. É o mais
completo sistema de monitoramento de desmatamento do planeta.
"O Brasil é exemplo para o mundo nessa área", avalia o
geógrafo Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do
Inpe.
De acordo com o coordenador, outros países também
tentam vigiar suas florestas por satélite, mas nenhum o faz com
a freqüência e a precisão do Brasil. "A Rússia diz que faz,
mas a comunidade internacional desconfia de seus dados. Já a
Índia faz um monitoramento por amostragem, em pontos localizados
a cada 10 quilômetros. A Austrália também faz algo semelhante,
mas tem muito pouca área de floresta."
Tesouro ameaçado
Em termos de diversidade e extensão, não há no planeta região
comparável à Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. Mas
um rápido olhar sobre nosso mapa interativo indica que a
situação é crítica: dezenas de pontos de desmatamento e
incêndios aparecem principalmente nas áreas do sul e do sudeste
da região. A ação humana já destruiu cerca de 17% das florestas
da Amazônia, ou quase 730 mil km². Originalmente, 4,3 milhões de
km² de florestas cobriam a região.
“Embora haja uma desaceleração nos últimos anos, a
floresta vem sendo destruída a um ritmo de cerca de 0,5% ao ano.
Quem se desfaz de seu patrimônio desta forma não deixa nada para
as próximas gerações”, alerta Valeriano.
“Vai ser especialmente enriquecedor se
conseguirmos saber se cada um destes desmatamentos é legal ou
não”, diz o especialista do Inpe enquanto navega pelo aplicativo
Amazônia.vc . Ele se refere ao fato de que o instituto, apesar
de conseguir identificar os focos de desmatamento e queimada,
não tem como saber se eles estão ocorrendo em conformidade com a
legislação.
Descobrir a natureza dos focos de destruição
apontados pelo Inpe é uma das atribuições da equipe do portal
Globo Amazônia, que produzirá reportagens
baseadas nas informações coletadas pelos satélites e também nos
protestos dos usuários.
O portal concentrará ainda todo o conteúdo
jornalístico da Globo sobre a questão ambiental na Amazônia.

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