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O Ministério Público Federal (MPF) pediu, na última quarta-feira (3), o afastamento do prefeito de Juína (MT), Hilton Campos, e do presidente da câmara de vereadores do município, Francisco de Assis Pedroso. Eles são acusados de ameaçar ambientalistas e jornalistas estrangeiros durante uma visita que o grupo realizou na cidade para fazer uma pesquisa sobre queimadas e desmatamento.
A ação, impetrada pelo procurador Mário Lúcio
Velloso, tem caráter liminar: pede a saída dos políticos antes
do julgamento. O empresário Paulo Roberto Perfeito e o
presidente da Associação dos Produtores Rurais de Rio Preto,
Aderval Bento, também são réus no processo.
O episódio que deu origem à ação judicial
aconteceu em agosto de 2007, quando integrantes das ONGs
Greenpeace e Opan (Operação Amazônia Nativa) acompanhavam
jornalistas estrangeiros que colhiam informações sobre a
derrubada da floresta e sobre a vida dos índios enawene nawe,
que vivem região.
De acordo com nota divulgada pelo MPF, a recepção
do hotel onde o grupo estava hospedado foi ocupada por
fazendeiros que queriam saber o motivo da presença deles em
Juína. Para dar explicações, o grupo participou de uma sessão na
Câmara Municipal. Nessa reunião, que durou cerca de seis horas e
teve a participação dos réus no processo, o grupo teria sido
coagido a não continuar seu trabalho na cidade.
A ação movida por Mário Velloso pede, além do
afastamento do prefeito e do presidente da câmara, a suspensão
dos direitos políticos dos quatro réus, pagamento de multa e
indenização aos indígenas por dano moral coletivo.

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