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Um grande vazio nos mapas brasileiros deve desaparecer até 2012.
Esse foi o compromisso firmado pelo presidente Lula nesta
quarta-feira (10), ao lançar o Projeto Cartografia da Amazônia,
que pretende terminar o mapeamento de todas as estradas, rios,
minerais e florestas da região. O anúncio foi feito durante
a Feira Internacional da Amazônia, em Manaus.
A previsão é de que sejam investidos na tarefa
cerca de R$ 350 milhões nos próximos cinco anos. De acordo com o
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
(Censipam), órgão federal que executará o projeto, há hoje 1,8
milhão de quilômetros quadrados da Amazônia Legal que não estão
mapeados detalhadamente. A área, que corresponde a 35% da
região, é maior que o estado do Amazonas.
Hoje, nos mapas mais precisos dessa região, a
escala utilizada é de um centímetro para cada 2,5 quilômetros.
Nas cartas que serão geradas, a precisão será de um centímetro
para cada 1000 metros.
Um dos objetivos do investimento é gerar
conhecimento para a construção de obras de infra-estrutura, como
estradas, ferrovias e gasodutos, além de melhorar a segurança
das fronteiras brasileiras. O mapeamento também servirá para
ajudar no zoneamento ecológico-econômico da região,
que estabelece a melhor forma de utilizar os recursos naturais
da região, como a terra, os rios e as florestas.
Para melhorar a segurança da navegação nos rios da
Amazônia, também será realizada uma atualização dos mapas das
principais hidrovias. Segundo o Censipam, 95% dos produtos
exportados pela região é escoado pelos rios.
Aviões e navios
A maior parte do trabalho de mapeamento será realizado por aviões
equipados com radares. “Há uma complicada operação de logística
para levar combustível e definir as pistas de pouso.”, relata
Marcelo de Carvalho Lopes, diretor do Censipam.
Os radares, além de rastrear a superfície
terrestre, também têm a capacidade de detectar a composição do
subsolo, gerando um mapa das riquezas minerais. “Deverão ser
investidos pelo menos R$ 1,1 bilhão de reais pelo setor privado
para aprofundar essas pesquisas geológicas”, prevê Lopes.
O mapeamento dos rios será realizado por cinco
navios da Marinha, que ainda serão construídos. “Eles vão
permitir que as cartas náuticas se mantenham atualizadas. Isso é
importante porque as características dos rios vão se modificando
ao longo do tempo.”, explica o diretor do Censipam.
O projeto já está em estudo há dois anos, e em
2008 já foram investidos R$ 33 milhões. Além do Censipam, que é
subordinado à Casa Civil da Presidência da República, também
participarão do mapeamento o Exército, Marinha, Aeronáutica e
Ministério de Minas e Energia.

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