Formul�rio de Busca

12/09/08 - 16h24 - Atualizado em 12/09/08 - 17h56

Internautas criam mais de 60 grupos virtuais para proteger a Amazônia

Protestos contra devastação passam de 5 milhões em mapa interativo.
Especialista responde a dúvida dos usuários do Amazônia.vc

Por Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

Nesta semana, mais de 140 mil internautas brasileiros provaram que estão alertas contra queimadas e desmatamentos na Amazônia. Eles fizeram mais de 5 milhões de protestos contra a derrubada da mata no mapa interativo Amazônia.vc, que mostra em tempo real os focos de destruição da floresta e permite que usuários registrem suas manifestações.

 

Veja em vídeo como você pode vigiar a floresta

A mobilização também foi grande nas comunidades virtuais da rede social Orkut. Foram criados mais de 60 grupos para procurar soluções para o desmatamento, estimular novos protestos e tirar dúvidas sobre as imagens reveladas pelo mapa interativo. 

 

Pergunta que não cala


Uma das dúvidas mais freqüentes dos internautas é por que o estado do Pará tem tanto desmatamento. No último levantamento divulgado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que mediu a perda da floresta em julho, o estado foi o mais problemático, registrando 236 km² de mata derrubada em apenas um mês.

O Pará também lidera o ranking de protestos. Em menos de uma semana, foram mais de 2 milhões de cliques em manifestação contra a devastação das florestas paraenses. 

 

Para descobrir por que essa região da Amazônia sofre tanto com o desmatamento, conversamos com o diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, que mostrou motivos históricos e recentes para o problema.

“Ali se encontra um pacote de obras do governo, lançadas nos anos 1970, que contribuíram para esse processo. O projeto mais famoso é o Programa Grande Carajás, que construiu estradas, ferrovias e trouxe a mineração. Isso fez recair sobre a região uma pressão muito violenta de ocupação territorial”, explica Leitão.

Ele conta que, com a mina de ferro de Carajás funcionando, várias empresas se instalaram na região para transformar o minério de ferro em ferro gusa, e utilizaram carvão proveniente das florestas nesse processo industrial. “Grande parte do desmatamento foi feito para dar carvão para as guseiras funcionarem”, relata.

A indústria madeireira e as fazendas de gado também são apontadas por Sérgio leitão como responsáveis pela derrubada da floresta na região. “O Pará é hoje um dos locais onde mais há abertura de frentes para a pecuária. As condições climáticas são muito regulares, com pasto bom o ano inteiro”, afirma.

Finalmente, segundo o especialista, a construção de grandes obras, como a usina de Tucuruí, trouxe investimentos, mas também muita pressão sobre o meio ambiente. “Esse histórico de projetos governamentais fizeram do Pará um pólo atraente de desenvolvimento. Mas isso, ligado a uma ausência muito grande do Estado, fez com que se verificassem esses índices [de destruição]”, completa.

Envie dúvidas e deixe sugestões nas comunidades virtuais oficiais: Comunidade virtual Globo Amazônia

Comunidade virtual Amazônia.vc .

Enviar para amigo

Há problemas com o preenchimento do formulário.

A lista dos campos abaixo e assinalados em amarelo contém erro.

  •  

Há problemas com o preenchimento do formulário.

Preencha novamente o campo abaixo com o texto da imagem.

Sucesso!

Sua mensagem foi enviada com sucesso! Clique aqui para enviar uma nova mensagem ao G1.

Formulário de envio para amigo
  • separar os emails por vírgulas

  • limitado em 600 caracteres


últimas notícias de amazônia

  1. QUI, 05/11/2009
  2. 17:30 | Amazonia

    Ibama resgata nono filhote de peixe-boi no oeste do Pará

    Animal tem três meses e pesa 13 quilos. Bicho foi encontrado encalhado no leste do estado.

  3. 16:12 | Amazonia

    Imazon: ritmo do desmatamento cai, mas devastação avança em novas regiões

    Em setembro, houve queda de 33% em relação a mesmo mês de 2008. Corte de árvores começa a se espalhar Sul do Amazonas e norte do Pará.

  4. 15:20 | Ciência e Saúde

    Brasil não vai impor suas condições em Copenhague, diz Lula

    Em Londres, presidente disse que país chegará a Dinamarca com proposta única de ação.

  5. 13:09 | Economia e Negócios

    Não é necessário apresentar meta de redução de CO2 em Copenhague, diz CNI

    Brasil tem matriz energética mais limpa do que outros países, diz. Segundo a CNI, metas serão importantes em um período pós-Copenhague.

» todas as notícias


editorias

G1 especiais

serviços


Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade