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Logo na primeira semana de funcionamento do Globo Amazônia foram criadas no Orkut mais de 60 comunidades inspiradas no portal ou em seu mapa interativo Amazônia.vc.
Na comunidade oficial do Amazônia.vc (clique aqui para entrar), o usuário Mário César Castilhos, 16 anos, de Rio Bonito (RJ), criou tópico sugerindo que as pessoas consumam menos carne para evitar a derrubada de floresta para formação de pasto. “Hoje, um dos principais motivos de queimadas na Amazônia é para abertura de campos para gado, ou seja, quanto mais carne bovina consumirmos, mais floresta é desmatada!”, escreveu o internauta. Ele recomenda “optar por peixe e frango, que são até mais saudáveis”.
A proposta do internauta levou a equipe do
Globo Amazônia a consultar um especialista
para saber se esse é um bom caminho para ajudar na preservação
da Amazônia. Mário Menezes, diretor-adjunto da ONG Amigos da
Terra-Amazônia Brasileira, confirma que boa parte da carne
consumida no país vem da região amazônica, mas alerta que
simplesmente reduzir seu consumo não terá um reflexo
significativo sobre o desmatamento.
“Quem desmata na Amazônia está de olho no mercado futuro”, observa. Menezes explica que, de fato, após a derrubada da floresta, comumente a área devastada é utilizada como pasto. No entanto, o objetivo principal é passar ao cultivo de grãos, como a soja. “No norte do Mato Grosso, por exemplo, estão desmatando para gado, mas já de olho em botar soja”, cita o ambientalista. “Por isso não basta parar de comer carne. Tem que reorientar o consumo em geral. As pessoas deveriam se preocupar mais com a origem dos produtos que estão consumindo”.
No caso da carne, o consumidor pode perguntar ao comerciante qual é a origem do produto e procurar se informar sobre o frigorífico que o vendeu. O internauta Mário César afirma que procura saber de onde vêm os produtos que consome. "Mas, muitas vezes, os produtos não têm a origem indicada", reclama.
Madeira
Mais grave que a questão da carne, segundo Menezes, é a da madeira. A Amazônia é a última grande região de produção madeireira e de sua floresta são retirados anualmente 25 milhões de metros cúbicos da matéria-prima ao ano. Só o estado de São Paulo consome cerca de 15% desse total e a maioria é usada para construção civil. Para o ambientalista, as pessoas já estarão ajudando a conservar a floresta se ficarema tentos a comprar apenas madeira com certificado de origem, para ter certeza de que sua retirada não foi ilegal.
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