O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulgou nesta segunda-feira (29) uma lista com os cem maiores desmatamentos autuados pelo Ibama na Amazônia Legal desde 2006.
As seis primeiras posições são ocupadas por um órgão do próprio governo, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) [leia reportagem], mas a lista prossegue com nomes de pessoas físicas e empresas.
No total, os assentamentos do Incra teriam desmatado 228.208,649 hectares. O Incra reagiu à divulgação da lista, apontando que recorreu de todas as oito multas ali mencionadas. Para o presidente do instituto, Rolf Hackbart, os assentamentos são antigos e os desmatamentos ocorreram até 2001.
Ainda de acordo com Hackbart, o levantamento foi feito com base em fotos de satélite de 1997 e 2006. "Na época da criação dos assentamentos, a legislação ambiental era diferente da atual e a reserva legal era de apenas 50% da área. Hoje a reserva na Amazônia Legal é de 80%", disse Hackbart ao jornal O Globo. [leia aqui reportagem com a resposta do Incra].
Os desmatamentos localizados no Pará e em Mato Grosso, estados por onde passa o chamado "Arco do Desmatamento" predominam na lista. Das cem áreas autuadas, 50 estão localizadas em Mato Grosso e 38, no Pará.
O Incra ocupa as seis primeiras posições da lista divulgada pelo ministério. Depois do instituto, o primeiro nome a aparecer é o de Léo Andrade Gomes, que em 2006 recebeu multa de R$ 18,83 milhões de reais pelo desmatamento de 12.557 hectares no Pará.
Na oitava posição consta o nome de Honorato
Lourenço de Morais, que foi multado em R$ 18,15 milhões pelo
desmatamento de 12.100 hectares. Na nona posição aparece a maior
autuação de pessoa física no Mato Grosso, ocorrida em 2007.
Rosana Sorge Xavier recebeu multa de R$ 47,02 milhões pela
derrubada de 9.404 hectares.
Veja aqui a lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente
Minc disse que o governo federal irá criar um
comitê interministerial de combate ao desmatamento. Segundo ele,
o comitê será composto por seis ministros e funcionará como uma
espécie de “Copom do Meio Ambiente”, com reuniões a cada dois
meses. A criação do comitê faz parte de um pacote de medidas
imediatas anunciadas pelo ministro para combater o desmatamento
na Amazônia [leia
reportagem sobre as medidas anunciadas por Minc].

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