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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) não vai mais comentar a lista dos maiores
desmatadores do Brasil produzida pelo órgão e divulgada pelo
ministro do Meio Ambiente Carlos Minc na segunda-feira (29). O
instituto informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que
só dará um parecer sobre a relação depois do prazo de 20 dias
dado por Minc para que seus dados fossem reavaliados.
Minc devolveu a lista ao Ibama nesta terça-feira
(30), após ser criticado pelo Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) e o ministério a que este se
subordina, o de Desenvolvimento Agrário. O Incra aparece nas
seis primeiras posições e, no total, os oito assentamentos do
instituto citados teriam desmatado 228.208,649 hectares.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme
Cassel, classificou de “injustiça brutal” atribuir aos
assentados pelo Incra na Amazônia o desmatamento na região e
disse que o documento do Ibama tem “erros crassos”.
Já o presidente Incra, Rolf Hackbart, afirmou que
o instituto recorreu de todas as autuações mencionadas, que
alguns assentamentos são posteriores à degradação da floresta e
que os desmatamentos ocorreram até 2001. Hackbart afirmou ainda
que o levantamento do Ibama foi feito com base em fotos de
satélite de 1997 e 2006.
Pouco antes de Minc anunciar que a lista seria
revisada, o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio
Montiel da Rocha, defendia que as multas aplicadas pelo órgão ao
Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) se
referem a desmatamentos recentes, e que fiscais visitaram esses
locais antes das autuações. “As multas foram aplicadas por causa
de desmatamentos recentes ou pelo impedimento da regeneração da
floresta”, afirmou na manhã de terça-feira o diretor, em
entrevista ao Globo Amazônia.

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