Um estudo realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) em
parceria com o Ministério da Saúde descobriu altos níveis de
poluição do rio Amazonas na região de Macapá e Santana, no
Amapá. A principal causa do problema seria o esgoto sem
tratamento despejado nos rios pelas cidades.
Os índices de coliformes fecais, de acordo com
nota publicada pela Procuradoria da República no Amapá, chegam a
ultrapassar cem vezes os níveis máximos estabelecidos pelo
Conselho Nacional de Meio Ambiente. Em alguns pontos de coleta,
foram encontrados cem mil coliformes a cada 100 mililitros,
sendo que o limite tolerado seria de até mil coliformes para a
mesma quantidade de água.
Também foram constatados níveis elevados de
nitrogênio amoniacal e fósforo, que têm origem no uso de
detergente doméstico e resíduos provenientes de industrias,
abatedouros, frigoríficos e laticínios.
Ação judicial
Para tentar diminuir o impacto da poluição sobre o
rio, o MPF, em conjunto com o Ministério Público Estadual e a
União entraram com uma ação judicial em 29 de setembro exigindo
que o governo do Amapá e as prefeituras das duas cidades montem
uma infraestrutura para o tratamento do esgoto.
O MPF também pede que os recursos federais
repassados para a manutenção da rede de esgoto de Macapá sejam
suspensos enquanto o problema não for resolvido. Segundo o
órgão, hoje apenas 7% da população da capital do Amapá é
atendida pela rede de esgoto.

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