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O monitoramento realizado pela organização não-governamental
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)
registrou 102 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia
Legal em agosto, o que representa queda de 63% em comparação ao
mês de julho, quando a devastação atingiu 276 quilômetros
quadrados.
O índice é contrastante com outro registro mensal
de desmatamento, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe), que verificou aceleração de 133,6% no
desmatamento na região em agosto em relação ao mês anterior. O
Inpe verificou, com metodologia diferente da do Imazon, que em
agosto teriam sido destruídos 756,7 quilômetros quadrados de
floresta, área equivalente à metade do município de São Paulo.
De acordo com Adalberto Veríssimo, pesquisador do
Imazon e um dos autores do estudo, os números são diferentes
porque o levantamento realizado pela ONG considera apenas os
locais onde houve remoção total da floresta, enquanto o Inpe
também leva em conta áreas de degradação florestal, em que a
mata não foi totalmente derrubada.
“Nos últimos três meses, o desmatamento está
entrando numa fase de redução, que deve continuar nos próximos
meses, pois temos uma crise global e há várias medidas
repressivas do governo que têm impacto. Elas não zeram o
desmatamento, mas diminuem o ritmo”, afirma Veríssimo.
Em relação ao mês de agosto de 2007, quando o
Imazon verificou 663 quilômetros quadrados desmatados, houve
queda de 85% no índice da organização no mês passado. Segundo o
instituto, seus dados podem estar subestimados, pois, devido à
existência de nuvens nas imagens usadas para fazer a detecção da
devastação, não foi possível detectar a ocorrência de
desmatamento em 36% da Amazônia Legal. As regiões que não
puderam ser mapeadas ficam nos estados do Amapá, Roraima,
Amazonas e norte do Pará.
O Pará (59%), seguido por Amazonas (20%), Roraima
(6%) e Mato Grosso (6%) foram os estados com mais desmatamento
no mês de agosto, segundo os dados produzidos pelo Imazon. As
demais unidades da federação contribuíram com cerca de 8% do
desmatamento. Segundo a organização, 81% dessa destruição
ocorreu em áreas privadas ou com alguma forma de posse. Foi
detectado ainda que 10,5% da área desmatada está localizada em
assentamentos de reforma agrária e 7% em unidades de
conservação.
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