O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
autuou a madeireira localizada em assentamento a 80 quilômetros
da sede do município de Tabaporã, em Mato Grosso, mostrada neste
domingo (5) em reportagem do Fantástico. As atividades do
estabelecimento foram paralisadas, segundo o instituto.
Ainda de acordo com informações do Incra, o
proprietário da serraria apresentou documentos em sua defesa
e alegou que a madeira tem origem em fazenda particular na
região. Sua documentação está sendo verificada.
Reportagem do Fantástico exibida neste domingo
mostrou as áreas desmatadas na região e a madeireira no
assentamento, que o próprio ministro do Desenvolvimento Agrário,
Guilherme Cassel, ao ver as imagens do local, classificou como ilegal.
Nesta segunda-feira, os funcionários do Incra
encontraram ainda outra madeireira, já embargada pelo Ibama, da
qual será verificada a real situação fundiária. Outras duas
serrarias menores também foram notificadas e, da mesma forma,
tiveram que interromper suas atividades.
Assista abaixo à reportagem do Fantástico.
A ação ocorrida, segundo o Incra, é parte de
uma varredura determinada pelo Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA) em todos os assentamentos de Mato Grosso autuados
pelo Ibama. Na segunda-feira passada, o ministro do Meio
Ambiente Carlos Minc divulgou uma lista dos maiores desmatadores
do Brasil e o Incra aparecia no topo da relação.
A varredura determinada pelo MDA será feita por seis equipes e
consistirá em um levantamento lote a lote, com a retirada de
pessoas não autorizadas e a interrupção de eventuais atividades
de exploração irregular.
O presidente do Incra, Rolf Hackbart e o
governador mato-grossense Blairo Maggi, devem assinar nesta
terça-feira um termo de ajustamento de conduta que visa
regularizar a situação dos assentamentos do estado.

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