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08/10/08 - 10h45 - Atualizado em 08/10/08 - 10h45

Protestos dos internautas dão apoio à fiscalização, diz gerente do Ibama

Em Santarém (PA), manifestações virtuais facilitam trabalho dos fiscais.
Mapa interativo mostra devastação da floresta e permite protestos.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O esforço de centenas de milhares de internautas que protestam contra queimadas e desmatamentos no mapa interativo do Globo Amazônia tem ajudado os fiscais do Ibama de Santarém (PA) a realizar o seu trabalho. É o que relata o gerente executivo do Ibama local, Daniel Cohenca. 

 

“Para convencermos as pessoas de que a preservação é importante, precisamos de uma pressão externa”, conta. Segundo o gerente, além das estradas difíceis de transitar e da falta de recursos, uma das dificuldades para fiscalizar a região é enfrentar a idéia de que o desmatamento traz desenvolvimento. E para vencer esse obstáculo os 25 milhões de protestos registrados pelos internautas no Globo Amazônia têm ajudado. “A população fica mais indignada, as pessoas vêm conversar com a gente”, relata.

A região ao sul do município de Santarém, no oeste do Pará, é uma das que mais sofre com o desmatamento. Cortada pela BR-163, que liga Santarém a Cuiabá, a área é pontilhada por marcas de devastação no mapa interativo, que mostra a destruição da floresta em tempo real.

 

Veja como vigiar a floresta utilizando o mapa do Globo Amazônia


Um ponto de desmatamento no município de Itaituba, que fica nessa região, é o que recebeu mais protestos dos internautas neste mês. Em menos de dez dias, mais de 12 mil pessoas reclamaram dessa clareira na floresta. O segundo ponto onde mais houve manifestações também está ali ao lado, em Rurópolis. Nesse local, 11,5 mil usuários do mapa deixaram suas manifestações virtuais. 

 

Apreensão de madeira

 

No início desta semana, uma fiscalização realizada pela operação Guardiões da Amazônia embargou uma serraria e apreendeu 828 metros cúbicos de madeira sem documentação no município de Novo Progresso (PA), que fica às margens da BR-163.

Segundo Cohenca, parte da madeira ilegal retirada nessa região é transportada pela rodovia para o sul, até chegar aos estados da região Sudeste. Outra parte chega até os portos de Itaituba e de Santarém, ao norte, e tem a Europa como destino.

O gerente explica que uma das formas de “esquentar” a madeira – conseguir documentos falsos para poder transporta-la legalmente – acontece quando as serrarias compram papéis comprovando que a madeira foi retirada de áreas em que o desmatamento é permitido, dificultando a fiscalização.

 

Se você mora ou viajou para a Amazônia e tem histórias, fotos ou vídeos com flagrantes de desrespeito à floresta, envie para o Globo Amazônia: globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome e telefone.

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