Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), a assessoria de
comunicação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) afirma que o presidente do órgão, Rolf Hackbart,
determinou que as superintendências regionais façam vistorias em
todos os assentamentos para apurar crimes ambientais. A
divulgação do comunicado ocorreu após o Ibama interditar
madeireiras em um assentamento no Mato Grosso e encontrar três
serrarias e 19 fornos de carvão em uma área de reforma agrária
no Pará.
O Incra também informa que não compactua com as
ilegalidades ambientais flagradas pelo Ibama. “O Incra já
combate casos de desmatamento em assentamentos. Temos dezenas de
registros em que foi o próprio Incra quem comunicou o crime
ambiental aos órgãos de fiscalização e repressão, incluindo o
Ministério Público Federal e a Polícia Federal”, diz trecho da
nota.
A forma como foi organizada a lista dos maiores
desmatadores da Amazônia, divulgada no final de setembro pelo
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é criticada no
comunicado: “O que o Incra não concorda é que os assentamentos
sejam apontados como os maiores desmatadores da Amazônia, quando
as próprias fotos de satélite identificam grandes grileiros e
grandes projetos econômicos como os autores do corte raso da
vegetação. Sabe-se lá a que interesses servem informações
propositadamente equivocadas”.
A assessoria de comunicação do instituto também
informa que é necessário recuperar as áreas degradadas, e que
assentamentos ambientalmente sustentáveis já estão sendo
criados. “Desde 2003, o Incra já instalou 314 assentamentos em
36 milhões de hectares da Amazônia, onde os assentados trabalham
com a floresta em pé, sem corte da vegetação, com vocação
econômica principal no extrativismo, ou com planos de manejo
totalmente controlados”, informa a nota.

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