O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, cujo esboço foi lançado no final de setembro pelo Governo Federal, deve ter “metas realizáveis”. Uma delas seria zerar o desmatamento das florestas até 2015, plantando mais árvores do que cortando. A declaração foi feita na abertura de audiência pública sobre o plano, realizada nessa terça-feira (21), na Universidade de Brasília, informa nota divulgada pelo ministério.
Desde o seu lançamento, a proposta do governo vem sendo criticada
por ambientalistas e cientistas. Eles reclamam que faltam metas
concretas ao plano, principalmente para a redução de emissão de
gases que causam efeito estufa.
Na abertura da reunião, Minc também defendeu o
etanol e o biodiesel brasileiros como partes da solução para
conter o aquecimento global. "Não podemos ficar na
defensiva, como às vezes, ficamos. Nos fóruns internacionais nós
temos muita coisa a apresentar, inclusive na área do etanol e do
biodiesel. Não tem sentido nós ficarmos eternamente nessa
defesa, a gente tem que ser muito mais propositivo", disse
o ministro.
Para que o público possa opinar sobre a versão
preliminar do documento, uma consulta pública está aberta no site do Ministério do Meio Ambiente até
31 de outubro. No próximo dia 27 será realizada, no Rio de
Janeiro, uma outra audiência pública para debater o plano brasileiro.
Amazônia
Para a região amazônica, a proposta do governo
prevê uma série de medidas integradas para a redução de
queimadas e desmatamento ilegal, controle da grilagem e
substituição da atividade madeireira ilegal pela extração com
planos de manejo. Entre os objetivos do plano também estão o
avanço de um modelo de reforma agrária viável para a Amazônia e
a implantação de unidades de conservação e terras indígenas em
áreas prioritárias como elementos de um desenvolvimento
sustentável da região.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o plano faz
com que o Brasil se comprometa pela primeira vez com médias
decrescentes de desmatamento em todos os biomas, mensuráveis a
cada quatro anos, até atingir o desmatamento ilegal zero, meta
para a qual não há, no entanto, data prevista.

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