A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Pará realizou nesta
quinta-feira (30) leilão de 2,2 mil metros cúbicos de madeira
apreendida em fevereiro em Tailândia (PA) pela operação
Guardiões da Amazônia.
O material é fruto de ilícito ambiental, já que
foi apreendido sem a guia que atesta sua origem. Os cinco lotes
em que a madeira foi dividida foram arrematados por duas
empresas de Tailândia, onde aconteceu o leilão, gerando receita
de R$ 220 mil, além de R$ 34 mil em impostos.
Como informa a Sema, graças a um convênio com o
Ibama, o dinheiro arrecadado em leilões deste tipo pode ser
utilizado para equipar as forças estaduais e federais de combate
ao desmatamento.
No próximo dia 5 a Sema tem programado um novo
leilão, desta vez de mais de 15 mil metros cúbicos, inclusive de
madeiras de lei.
No começo de outubro a Sema realizou outro leilão
de madeira apreendida em Tailândia, mas não houve compradores.
Na ocasião, para as 1.273 toras e 39 metros cúbicos de tábuas de
espécies como angelim, ipê, jatobá e maçaranduba, foi fixado um
preço mínimo de R$ 550 mil.
No leilão desta quinta-feira, em que só havia
“madeira branca”, que não é nobre e normalmente se emprega na
construção civil, o preço de R$ 220 mil era o mínimo.

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