Uma espécie de pica-pau considerada extinta foi encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT). De cabeça marrom-avermelhada e corpo amarelo claro, o pica-pau do Parnaíba não era visto há mais de 80 anos, e foi redescoberto na Área de Proteção da Ilha do Bananal.
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Depois de descoberta, em 1926, a espécie nunca mais havia sido encontrada. Agora, uma fêmea foi capturada por acaso no nordeste do Tocantins, e novos registros sobre a existência da ave foram feitos em pelo menos sete municípios de diferentes regiões do estado.
“Os cerrados com bambu são os ambientes preferenciais deles. Como esse tipo de vegetação se encontra extremamente escassa na natureza, faz com que seja um ambiente difícil de ser encontrado. Por ser difícil de ser encontrado, tem que ser protegido”, explica Renato Torres, biólogo da UFT.
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A previsão dos pesquisadores é daqui a dois anos saber exatamente onde e como vive a espécie celeus obrieni, como é chamada cientificamente. Com essas informações, os biólogos querem tentar retirar o animal da lista dos ameaçados de extinção.
Tráfico de animais
Enquanto o clima é de festa no Tocantins, no Mato
Grosso do Sul o tráfico de animais preocupa a Polícia Ambiental
e os produtores rurais. No município de Jateí, a presença dos
criminosos é notada pelos ninhos vazios e os troncos de madeira
rachados.
“Principalmente na parte da tarde, eles marcam o
local do ninho e vem à noite tirar”, Pedro Donizete Barbosa,
administrador de uma fazenda na região.
Nos esquemas anteriores descobertos pela polícia,
os traficantes esperavam o período de incubação dos pássaros que
varia entre 24 e 28 dias e só depois do nascimento retiraram os
filhotes. Agora, para vencer a fiscalização, eles resolveram
antecipar a retirada e levam os próprios ovos.
“Eles levam pra suas casas e colocam em outros
animais para fazer a chocagem para fazer a venda”, disse Ismael
Frais, sargento da Polícia Ambiental.
Os papagaios encontram nas fazendas voltadas a
pecuária no sul do Estado o ambiente adequado para a reprodução.
Eles fazem os ninhos nos ocos das árvores que restaram nos
pastos. Alguns estão em pontos baixos, o que facilita a ação dos
traficantes.
“Fazem a coleta nesses locais e encaminham para as
cidades próximas para, posteriormente, também serem encaminhados
para São Paulo e para fora do país”, falou Renato Garnês,
capitão da Polícia Ambiental.
Em uma fazenda em Ivinhema, apenas os ovos que
estavam em árvores próximas à sede não foram levados porque seu
o administrador do local fez questão de vigiar. Em um dos
ninhos, o filhote nasceu e já está quase pronto para voar. No
outro, estão mais três papagaios que não correm risco.
“Como a minha vida inteira é ligada ao campo, pra
mim é prazeroso. Sabendo que hoje muitas espécies estão sendo
extintas, você conseguir fazer um pouquinho já está bom",
afirma Luiz Guimarães, que cuida da fazenda.
De acordo com a Polícia Ambiental de Mato Grosso
do Sul, de cada dez filhotes comercializados ilegalmente, apenas
um sobrevive.

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