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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quarta-feira (12) o investimento de R$ 7,9 milhões para a criação de 49 planos de manejo para reservas federais, a maioria delas localizada na Amazônia.
Os estudos servirão para definir como as reservas deverão
funcionar: como será a relação com os moradores, onde serão
construídas estradas e quais são os produtos que podem ser
retirados do local.
As áreas beneficiadas são, na maior parte,
formadas por Reservas Extrativistas. Nelas, é permitida a
moradia de populações tradicionais, que vivem da coleta de
produtos da floresta, como a borracha, a castanha-do-Brasil e o
açaí. Também é liberada a criação de animais de pequeno porte e
a agricultura em pequena escala.
“Esses 49 planos contribuirão para uma melhor
gestão dos recursos naturais e beneficiarão diretamente 46 mil
famílias de extrativistas que fazem uso sustentável da
floresta”, explica Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico
Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMbio), órgão
responsável pela gestão das reservas federais.
Rapidez
Dos 299 parques e reservas sob tutela do ICMbio,
apenas 26% possuem plano de manejo. Segundo o instituto, de 1970
até hoje foram concluídos 77 planos, mas a meta é acelerar a
criação desses estudos: mais 20 estão previstos para 2008, 55 em
2009 e 25 em 2010.
A Amazônia é a região mais afetada pela falta dos planos de manejo. Na área, estão localizadas 107 reservas extrativistas, sendo que apenas 21 possuem o estudo.

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