A cidade de Tabatinga (AM), na fronteira do Brasil com a Colômbia, vive um ciclo de violência. A vastidão da fronteira e a extensão dos rios facilitam a atuação do crime organizado. A reportagem do Jornal Nacional esteve na cidade como parte da série “Fronteiras da Amazônia”.
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No meio de uma tarde comum, a cidade pára e a
Polícia Federal bloqueia a fronteira. Carros e pessoas suspeitas
são revistados. Um agente da Polícia Federal Peruana e um
informante foram mortos a tiros na porta de um hotel.
O agente trabalhava numa ação conjunta com a
polícia brasileira que investiga a maior quadrilha de
traficantes da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
No mesmo dia, agentes chegam a suspeitos do crime.
O governo colombiano reforçou o policiamento na
cidade de Leticia, próximo a Tabatinga, por causa das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia. Com isso, os acertos de
conta do crime organizado passaram a ocorrer no Brasil.
“Acontece bastante. Principalmente, como eu falei, com peruanos e
colombianos. O pessoal vem embora, atravessa a fronteira e mata
aqui, no Brasil”, conta a jornalista local Graciela Fell.
Na tentativa de coibir o tráfico de drogas, a
polícia faz operações de surpresa nos barcos de passageiros. Os
agentes revistam os camarotes. O alvo é o chamado “tráfico
formiguinha” - os policiais revistam a bagagem dos passageiros
em busca da droga, que pode estar camuflada sob as mais diversas
formas.
“Se nós tivermos outras alternativas de
subsistência para essa população, vamos minimizar esse quadro e
vamos ainda oferecer àqueles que não têm alternativa soluções
para sair do problema. Temos que ter o Estado presente, o Estado
controlando, para que a gente tenha conhecimento do que está
ocorrendo neste continente que é a Amazônia”, diz o delegado que
coordena as operações de fronteira, Mauro Sposito.

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