O presidente do Sindicato do Setor Florestal de Paragominas (PA),
Mário César Lombardi, afirmou ao Globo Amazônia
que as serrarias do município não estão envolvidas com a
manifestação ocorrida no último domingo (23), em que foram
queimados veículos do Ibama após uma fiscalização que apreendeu
19 caminhões carregados de madeira ilegal.
“Somos totalmente contra esse tipo de
manifestação”, afirma o representante das serrarias, que culpa
as pessoas que extraem a madeira ilegalmente pelo incidente.
“Nosso interesse é que as autoridades apurem isso, e [a
depredação] não venha a prejudicar todo um setor”, defende
Lombardi.
Nesta segunda-feira (24), a prefeitura de
Paragominas lançou uma nota oficial repudiando a manifestação.
No documento, contudo, há reclamações de que as operações do
governo federal têm afetado a economia do município.
“É inegável reconhecer que as atividades, mesmo
quando ilegais ou informais, representam para muitas famílias o
seu meio de vida”, diz trecho do documento. “Mais do que nunca,
é necessário que os governos estadual e estadual estabeleçam
ações construtivas, ao invés de somente ações repressivas, como
tem sido a tônica dos últimos anos.”
Lombardi, que também assinou a nota, reclama da
velocidade com que são liberadas as licenças ambientais na
região. “Eles são muito rápidos para a fiscalização, mas não
liberam licenças para quem quer trabalhar sério”, aponta.

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