Uma fiscalização do Ibama no oeste do Pará acabou em tiros na
última segunda-feira (1). Após abordarem dois caminhões que
transportavam madeira em uma estrada próxima à rodovia
Cuiabá-Santarém os servidores teriam sido ameaçados por um dos
motoristas com um facão. Um dos fiscais sacou um revólver e
atirou nas pernas do motorista.
De acordo com Leandro Aranha, chefe de
fiscalização do Ibama no Pará, após os disparos os dois
motoristas fugiram para a mata, mas a pessoa ferida foi
encontrada mais tarde em um hospital da região. Os dois
caminhões, que transportavam madeira sem identificação foram
apreendidos, e o caso foi registrado na Polícia Civil de Novo
Progresso (PA).
Segundo nota divulgada pelo Ibama, o revólver
calibre 38 utilizado pelo fiscal era fornecido pelo instituto. O
chefe de fiscalização informa que os fiscais têm porte de arma
institucional – são autorizados pelo governo a portar armas em
serviço. “Desde 2008, os cursos de fiscalização já incluem o
curso de tiro, e o Ibama fornece armas para seus servidores. São
armas longas e curtas, autorizadas pelas forças armadas para
serem utilizadas nas fiscalizações”, afirma.
Aranha informa que, na Amazônia, as equipes de
fiscalização sempre saem armadas. “Nós não tratamos com
empresários e cidadãos comuns. Tratamos com quadrilhas”, diz.
Apesar disso, o chefe de fiscalização ressalta que a atuação do
órgão é pacífica. “Acabamos de acompanhar um caso complicado em
Paragominas onde os fiscais estavam armados e não fizeram uso
dessas armas.”, argumenta.

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