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06/12/08 - 09h30 - Atualizado em 06/12/08 - 09h30

Inpe detecta desmatamento em 14 áreas protegidas em outubro

Devastação em reservas e terras indígenas equivale a 25% do total.
Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu teve 34 km² desflorestados.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cujos dados de devastação da Amazônia no mês de outubro foram divulgados nesta sexta-feira (5), aponta perda de floresta dentro de cinco unidades de conservação federais, uma área de proteção ambiental estadual e oito terras indígenas. Ao todo, 25% da devastação detectada naquele mês pelo instituto ocorreu em áreas protegidas (135,6 km² de 541 km²)

Apenas na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, em Altamira (PA), uma reserva estadual, foram desflorestados 34 km². No mesmo município está a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, onde o Inpe registrou 3,7 km² de desmatamento. Também em Altamira fica a Terra Indígena do Baú, que perdeu 21,6 km².

 

A terra indígena mais destruída é a Umutina, em Barra do Bugres (MT), com 32,1 km². Em Rondonópolis (MT), a Terra Indígena Tadarimana perdeu 18,8 km². Veja a tabela com as dez áreas protegidas mais desmatadas em outubro:

 

Nome da área protegida Estado

Área

desmatada

(km²)

Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu

PA

34,0
Terra Indígena Umutina MT 32,1
Terra Indígena Baú PA 21,6
Terra Indígena Tadarimana

MT

18,8
Floresta Nacional do Jamanxim PA 6,9
Terra Indígena Zoro MT 5,7
Terra Indígena Roosevelt RO 5,2
Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo PA 3,7
Parque Nacional do Jamanxim PA 2,4
Floresta Nacional do Bom Futuro RO 2,0

O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado em outubro pode ter sido realizado nesse mês, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas degradadas, que são descobertas posteriormente, quando o céu está limpo.

 

Dados gerais


Ao todo, a floresta amazônica perdeu 541 km² de floresta no mês de outubro, de acordo com os dados divulgados pelo Inpe nesta sexta-feira. A área equivale a um terço do município de São Paulo, e ultrapassa o tamanho da Ilha de Santa Catarina. O índice é 8% inferior ao desmatamento registrado em setembro, de 587 km².

O Deter utiliza imagens de satélite e identifica apenas áreas com tamanho superior a 2.500 m². Na medição, são levados em consideração tanto os locais em que a floresta foi completamente destruída – o chamado “corte raso” – quanto as áreas em que houve destruição de parte das árvores – conhecida como “degradação florestal”.

Devido à cobertura de nuvens, apenas 73% da Amazônia Legal pôde ser vista nas imagens analisadas. Os estados que ficaram mais encobertos foram o Amapá (87%) e o Pará (40%). O índice de desmatamento foi semelhante ao registrado no mesmo mês de 2007, com um aumento de 9%. Em setembro do ano passado, o Inpe registrou 498 km² de devastação.

O estado que mais perdeu áreas de mata foi Mato Grosso, onde foram desmatados 232,8 km² de floresta amazônica, segundo o Inpe. O Pará está em segundo lugar, com 218,8 km², seguido por Rondônia, onde houve 36,4 km² de devastação.

 

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