Fazendeiros acusados por crimes ambientais também devem ter
financiamentos restritos em bancos privados, da mesma forma
como ocorre em bancos públicos, propôs o ministro do Meio
Ambiente Carlos Minc nesta segunda-feira (29).
“O ministério vai endurecer nessa questão e o
próximo passo será assinar, em março, com os bancos privados,
por meio da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), um
acordo semelhante ao assinado com os bancos públicos”, disse,
segundo informações da Agência Brasil.
Minc disse que a redução de crédito aos
desmatadores está avançando, mas admitiu que não é um processo
fácil. Ele apontou que existe um acordo entre o governo e seis
bancos estatais para que empreendimentos que cometem crimes
ambientais não sejam mais financiados.
"Mas entre se combinar e acontecer na linha de ponta,
tivemos empreendimentos ilegais recebendo financiamento em
alguns lugares da Amazônia”, disse o ministro, ainda de acordo
com a Agência Brasil.
A solução, segundo Minc, é criar procedimentos e
ouvidorias nos bancos estatais como forma de garantir que o
dinheiro público não financie nenhum tipo de crime ambiental.
O ministro falou durante solenidade de entrega de sete veículos e três barcos para as polícias ambientais do Rio de Janeiro.

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