Formul�rio de Busca

20/01/09 - 12h12 - Atualizado em 22/01/09 - 12h22

Barco vira e derrama 28 mil litros de óleo diesel em rio do Acre

Acidente ocorreu em local isolado, na divisa com o Peru.
Combustível já se espalhou por mais de 300 km no Rio Purus.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

 

 

Região isolada dificulta trabalho da equipe que tenta conter o óleo.

Um acidente com um barco no Rio Purus, no Acre, causou o derramamento de 28 mil litros de óleo diesel. A embarcação levava o combustível para o município de Santa Rosa do Purus, na divisa com o Peru, quando virou e derrubou dois cilindros carregados de óleo na água. O acidente ocorreu em região de difícil acesso, e ninguém ficou ferido.

Apesar de a embarcação ter virado na última sexta-feira (16), somente no dia 19 o Governo do Acre foi informado do ocorrido. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do estado, o óleo já percorreu mais de 300 km no rio. Técnicos se dirigiram ao local para tentar conter o espalhamento. Para absorver o combustível e impedir que ele continue descendo o rio, serão usadas espumas de colchão. 

 

 

Ribeirinhos

 
Ao impermeabilizar a superfície da água, o óleo diesel prejudica a fauna e a flora que vive dentro do rio, além dos animais que bebem água dele. O fato é especialmente grave na região onde o barco virou, pois populações ribeirinhas e tribos indígenas dependem do rio para pescar e se abastecer.

Segundo a Sema, o isolamento da região dificulta o trabalho de contenção do óleo, pois não há acesso por terra a Santa Rosa do Purus. Além do avião, só se chega ao local por barco – o que leva no mínimo sete horas partindo de Manuel Urbano, cidade mais próxima, onde o óleo já começa a chegar. 

A embarcação acidentada estava a serviço da Eletroacre, responsável por fornecer óleo diesel para uma usina da Guascor, empresa que gera energia elétrica em cidades do interior do estado. Como não há linhas de transmissão entre municípios isolados da Amazônia, muitas cidades usam geradores a diesel para obter eletricidade.

 

O Globo Amazônia entrou em contato com a Eletroacre, que anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, a criação de uma comissão interna para apurar as causas do acidente. A empresa acrescentou que não se pronunciará sobre o caso antes que se chegue a alguma conclusão.

A Guascor, por meio de nota, informa que não é responsável pelo transporte do combustível. "A Guascor do Brasil não é proprietária ou locatária de qualquer embarcação, e não realizou nem contratou ou possui qualquer responsabilidade sobre o serviço de transporte de óleo diesel", diz o texto divulgado pela empresa. 

 

Se você tem fotos de acidentes ambientais na Amazônia, envie para o Globo Amazônia: globoamazonia@globo.com .

Enviar para amigo

Há problemas com o preenchimento do formulário.

A lista dos campos abaixo e assinalados em amarelo contém erro.

  •  

Há problemas com o preenchimento do formulário.

Preencha novamente o campo abaixo com o texto da imagem.

Sucesso!

Sua mensagem foi enviada com sucesso! Clique aqui para enviar uma nova mensagem ao G1.

Formulário de envio para amigo
  • separar os emails por vírgulas

  • limitado em 600 caracteres


últimas notícias de amazônia

  1. SEX, 07/01/2011
  2. 13:33 | Amazonia

    Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

    Pela internet, é possível ver o que acontece na reserva. Indígenas usam aparelho com GPS para controlar a floresta.

  3. TER, 04/01/2011
  4. 20:08 | Amazonia

    Filhote de peixe-boi sem a mãe é resgatado no Amazonas

    Animal foi encontrado em comunidade de Iranduba (AM). Mamífero aquático é o primeiro a chegar a instituto em Manaus em 2011.

  5. 12:48 | Amazonia

    Expedição faz levantamento inédito do Parque da Serra do Pardo, no Pará

    Marcado pelo desmatamento, local concentra riqueza de plantas e animais. Reserva está na região conhecida como Terra do Meio.

  6. SEG, 03/01/2011
  7. 16:50 | Amazonia

    Peru faz proposta para receber financiamento do Fundo Amazônia

    Asfaltamento de rodovia exige maior controle de desmatamento. Projeto custaria US$ 4,4 milhões ao longo de 2 anos ao fundo brasileiro.

» todas as notícias


editorias

G1 especiais

serviços


Formulário de Busca


2000-2012 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade